Façamos todos o bem, sem qualquer ansiedade. Semeemo-lo sempre e em toda a parte, mas não estacionemos na exigência de resultados.
O lavrador pode espalhar as sementes à vontade e onde quer que esteja, mas precisa reconhecer, que a germinação, o crescimento e os resultados pertencem a Deus.
Recorda os que padecem na derrota de si mesmos, depois de se acreditarem vencedores, dos que choram as horas perdidas, e procura, enquanto é hoje, enriquecer o próprio espírito para o amanhã que te aguarda, porque, consoante o ensino do Senhor, nada vale reter por fora o esplendor de todos os impérios do mundo, conservando a treva por dentro do coração.
Quis a Divina Providência viesses a nascer no Universo por inteligência única, de modo a
cumprir deveres inconfundíveis, sob a justa obrigação de te conheceres, mas não nos
referimos a isso para que te percas no orgulho e sim para que te esmeres no burilamento
próprio, valorizando-te na condição de criatura eterna em ascensão para a Espiritualidade
Superior, a fim de brilhar e cooperar com Deus na suprema destinação da Sabedoria e do
Amor, para a qual, por força da própria Lei de Deus, cada um de nós se dirige.
À frente, pois, daqueles que se te afiguram desnorteados, estende o coração e as mãos para auxiliar, porque todos estamos no caminho da evolução e, segundo a assertiva do nosso Divino Mestre, "com a medida com que tivermos medido nos hão-de medir a nós".
Sem nosso esforço pessoal no bem, a obra regenerativa será adiada indefinidamente, compreendendo-se por precioso e indispensável nosso concurso fraterno para que irmãos nossos, provisoriamente impermeáveis no mal, se convertam aos Desígnios Divinos, aprendendo a utilizar os poderes da luz potencial de que são detentores. Somente o amor sentido, crido e vivido por nós provocará a eclosão dos raios de amor em nossos semelhantes. Sem polarizar as energias da alma na direção divina, ajustando-lhes o magnetismo ao Centro do Universo, todo programa de redenção é um conjunto de palavras, pecando pela improbabilidade flagrante.