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A Doutrina Espírita nos convida ao estudo; mas alerta-nos que sem Obras nunca seremos verdadeiramente ESPÍRITAS.

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

PROGRESSO E AMOR



Grande - é o avanço do progresso.

Maior - será sempre o amor que o ilumina.

Grande - é a inteligência dos que fabricam os pássaros metálicos que povoam os céus do mundo.

Maior - é a inteligência de quantos se utilizam deles para levantar a fraternidade entre os povos.

Grande - é a eficiência dos que engenham máquinas que eliminam as distâncias.

Maior - é o espírito de responsabilidade e entendimento daqueles que as dirigem favorecendo o trabalho.

Grande - é o raciocínio de quantos se dedicam à radiotelevisão, sustentando a informação rápida na vida comunitária.

Maior - é a bondade de quantos lhe manejam os recursos em auxílio da educação entre as criaturas.

Grande - é a força de quantos organizam as maravilhas da imprensa.

Maior - é o poder de todos aqueles que escrevem para instruir e reconfortar os irmãos em humanidade.

Grande - é a segurança dos que formaram o trator destinado a revolver facilmente o solo.

Maior - é o mérito de quantos semeiam com humildade e devotamento, formulando os prodígios do pão na mesa.

Grande - é a técnica.

Maior - é a compreensão.

Grande - é a cultura que ensina.

Maior - é a caridade que socorre.

Onde estiveres e seja com quem for, Ama sempre.

O progresso faz estruturas.

O amor acende a luz do caminho.

Por isto mesmo aprendemos a trabalhar e servir sempre, a fim de conquistarmos a felicidade maior.

Em verdade, perante Deus, por mais amplo o surto de evolução que nos caracterize a existência, não haverá progresso real sem a bênção do amor.


Emmanuel
Waldo Vieira
Livro: Companheiro

Extraído do site: http://www.vivendoemsintonia.com/2010/01/progresso-e-amor.html

MINUTOS DE SABEDORIA - C. TORRES PASTORINO

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

ESMOLA E CARIDADE



Escusam-se muitos de não poderem ser caridosos, alegando precariedade de bens, como se a caridade se reduzisse a dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus e proporcionar um teto aos desabrigados.

Além dessa caridade, de ordem material, outra existe - a moral, que não implica o gasto de um centavo sequer e, não obstante, é a mais difícil de ser praticada.

Exemplos? Eis alguns:

Seríamos caridosos se, fazendo bom uso de nossas forças mentais, vibrássemos ou orássemos diariamente em favor de quantos saibamos acharem-se enfermos, tristes ou oprimidos, sem excluir aqueles que porventura se considerem nossos inimigos.

Seríamos caridosos se, em determinadas situações, nos fizéssemos intencionalmente cegos para não vermos o sorriso desdenhoso ou o gesto disprezivo de quem se julgue superior a nós.

Seríamos caridosos se, com sacrifício de nosso valioso tempo, fôssemos capazes de ouvir, sem enfado, o infeliz que nos deseja confiar seus problemas íntimos, embora sabendo de antemão nada podermos fazer por ele, senão dirigir-lhe algumas palavras de carinho e solidariedade.

Seríamos caridosos se, ao revés, soubéssemos fazer-nos momentâneamente surdos quando alguém, habituado a escarnecer de tudo e de todos, nos atingisse com expressões irônicas ou zombeteiras.

Seríamos caridosos se, disciplinando nossa língua, só nos referíssemos ao que existe de bom nos seres e nas coisas, jamais passando adiante notícias que, mesmo sendo verdadeiras, só sirvam para conspurcar a honra ou abalar a reputação alheia.

Seríamos caridosos se, embora as circunstâncias a tal nos induzissem, não suspeitássemos mal de nossos semelhantes, abstendo-nos de expender qualquer juízo apressado e temerário contra eles, mesmo entre os familiares.

Seríamos caridosos se, percebendo em nosso irmão um intento maligno, o aconselhassemos a tempo, mostrando-lhe o erro e despersuadindo o de o levar a efeito.

Seríamos caridosos se, privando-nos, de vez em quando, do prazer de um programa radiofônico ou de T.V. de nosso agrado, visitássemos pessoalmente aqueles que, em leitos hospitalares ou de sua residência, curtem prolongada doença e anseiam por um pouco de atenção e afeto.

Seríamos caridosos se, embora essa atitude pudesse prejudicar nosso interesse pessoal, tomássemos, sempre, a defesa do fraco e do pobre, contra a prepotência do forte e a usura do rico.

Seríamos caridosos se, mantendo permanentemente uma norma de proceder sereno e otimista, procurássemos criar em torno de nós uma atmosfera de paz, tranquilidade e bom humor.

Seríamos caridosos se, vez por outra, endereçássemos uma palavra de aplauso e de estimulo às boas causas e não procurássemos, ao contrário, matar a fé e o entusiasmo daqueles que nelas se acham empenhados.

Seríamos caridosos se deixássemos de postular qualquer benefício ou vantagem, desde que verificássemos haver outros direitos mais legítimos a serem atendidos em primeiro lugar.

Seríamos caridosos se, vendo triunfar aqueles cujos méritos sejam inferiores aos nossos, não os invejássemos e nem lhes desejássemos mal.

Seríamos caridosos se não desdenhássemos nem evitássemos os de má vida, se não temêssemos os salpicos de lama que os cobrem e lhes estendêssemos a nossa mão amiga, ajudando-os a levantar-se e limpar-se.

Seríamos caridosos se, possuindo alguma parcela de poder, não nos deixássemos tomar pela soberba, tratando, os pequeninos de condição, sempre com doçura e urbanidade, ou, em situação inversa, soubéssemos tolerar, sem ódio, as impertinências daqueles que ocupam melhores postos na paisagem social.

Seríamos caridosos se, por sermos mais inteligentes, não nos irritássemos com a inépcia daqueles que nos cercam ou nos servem.

Seríamos caridosos se não guardássemos ressentimento daqueles que nos ofenderam ou prejudicaram, que feriram o nosso orgulho ou roubaram a nossa felicidade, perdoando-lhes de coração.

Seríamos caridosos se reservássemos nosso rigor apenas para nós mesmos, sendo pacientes e tolerantes com as fraquezas e imperfeições daqueles com os quais convivemos, no lar, na oficina de trabalho ou na sociedade.

E assim, dezenas ou centenas de outras circunstâncias poderiam ainda ser lembradas, em que, uma amizade sincera, um gesto fraterno ou uma simples demonstração de simpatia, seriam expressões inequívocas da maior de todas as virtudes.

Nós, porém, quase não nos apercebemos dessas oportunidades que se nos apresentam, a todo instante, para fazermos a caridade.

Porquê?

É porque esse tipo de caridade não transpõe as fronteiras de nosso mundo interior, não transparece, não chama a atenção, nem provoca glorificações.

Nós traímos, empregamos a violência, tratamos ou outros com leviandade, desconfiamos, fazemos comentários de má fé, compartilhamos do erro e da fraude, mostramo-nos intolerantes, alimentamos ódios, praticamos vinganças, fomentamos intrigas, espalhamos inquietações, desencorajamos iniciativas nobres, regozijamo-nos com a impostura, prejudicamos interesses alheios, exploramos os nossos semelhantes, tiranizamos subalternos e familiares, desperdiçamos fortunas no vício e no luxo, transgredimos, enfim, todos os preceitos da Caridade, e, quando cedemos algumas migalhas do que nos sobra ou prestamos algum serviço, raras vezes agimos sob a inspiração do amor ao próximo, via de regra fazemo-lo por mera ostentação, ou por amor a nós mesmos, isto é, tendo em mira o recebimento de recompensas celestiais.

Quão longe estamos de possuir a verdadeira caridade!

Somos, ainda, demasiadamente egoístas e miseravelmente desprovidos de espírito de renúncia para praticá-la.

Mister se faz, porém, que a exercitemos, que aprendamos a dar ou sacrificar algo de nós mesmos em benefício de nossos semelhantes, porque "a caridade é o cumprimento da Lei."

Rodolfo Calligaris
Da obra: As Leis Morais

Extraído do site: http://www.vivendoemsintonia.com/2010/01/esmola-e-caridade.html

sábado, 20 de fevereiro de 2010

PROSSEGUE ENSINANDO



É decepcionante a reação dos que estão anestesiados pela ilusão diante das questões fundamentais do Espírito.
Hipnotizados pelos interesses exteriores, não possuem claridade psíquica para os valores íntimos.
Refugiados na couraça da indiferença, somente se sensibilizam com algo desde que possam retirar proveito pessoal, de ordem material.
Trêfegos, não se detêm, sequer, no exame da conjuntura da morte, de que se não podem evadir.
Frios, emocionalmente, para as realidades da alma, eliminam as possibilidades da sobrevivência e tentam aproveitar ao máximo o corpo somático e as questões que lhe dizem respeito.
São cadáveres que respiram, mortos para a inevitável realidade da vida.
*
Sobreviverão à própria morte.
Lamentarão o tempo e a oportunidade perdidos.
Não te é lícito, no entanto, desanimar, em razão do bafio que expelem, na indeferença de que dão mostras.
Eles ignoram o estado em que se encontram, tal é a fatuidade que os possui.
*
Prossegue ensinando.
De alguma forma já foste assim.
Atravessastes caminhos igualmente penosos, antes de despertares para as valiosas concepções da imortalidade.
Sem dar-se conta, as sementes que lhes entregaste com carinho e eles desconsideraram, sob o adubo da dor e irrigadas com as lágrimas, que a todos nos visitam, germinarão.
Nenhum bem se perde.
Há grãos que atravessaram milênios em tumbas faraônicas, ao lado de cadáveres dourados, ajaezados de jóias, e que voltaram a produzir, enquanto os que lhes foram depositários continuaram múmias...
As sementes de luz e de vida eterna que lhes ofertas, na tumba da presunção em que se encarceram, amanhã ou depois se transformarão nas estrelas rutilantes que lhes apontarão o rumo da noite por onde transitam, hoje hebetados.
Continua semeando como Jesus o fez, sem aguardares os resultados imediatos.

Paris, França - 04 de setembro de 1980

Joanna de Ângelis
Divaldo Pereira Franco
Livro:Roteiro de Libertação

Fonte: http://www.vivendoemsintonia.com/search/label/REFLEX%C3%83O%20%2F%20ESTUDO%20%E2%80%93%20Divaldo%20P.%20Franco

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

PÁGINA DE BOM ÂNIMO


Jesus é o escultor divino de nossa individualidade eterna.

Com o martelo da dificuldade modifica o bloco da ignorância em que jazem nossas possibilidades de sublimação; com o cinzel do sofrimento estrutura-nos os mais altos destinos.

Saibamos interpretar obstáculos, inibições, dores e provas, dissabores e lágrimas, por benditos desafios ao nosso próprio burilamento.

A Terra é a nossa escola.

A luta é o nosso caminho.

O trabalho é a nossa lição.

A experiência é o valor que adquirimos.

O amor é a nossa bússola no infinito de recursos em que se nos movimenta o aprendizado.

A morte ser-nos-à sempre o juiz imperturbável.

E sobretudo, não nos esqueçamos de que sendo o Evangelho o roteiro que abraçamos, o Cristo é invariavelmente o nosso Mestre.

Aceitamos, desse modo, a obrigação de fazer o melhor que pudermos cada dia e procurando Jesus em nossos pensamentos, palavras e acções, estejamos convencidos de que Jesus nos encontrará para alcançarmos enfim a suprema paz da suprema alegria!!

André Luiz
Médium: Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

DEUS NÃO DESAMPARA


"E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição e não se arrependeu". - (Apocalipse, 2:21).

Se o Apocalipse está repleto de símbolos profundos, isso não impede venhamos a examinar-lhe as expressões, compatíveis com o nosso entendimento, extraindo as lições suscetíveis de ampliar-nos o progresso espiritual.

O versículo mencionado proporciona uma idéia da longanimidade do Altíssimo, na consideração das falhas e defecções dos filhos transgressores.

Muita gente insiste pela rigidez e irrevogabilidade das determinações de origem divina, entretanto, compete-nos reconhecer que os corações inclinados a semelhante interpretação, ainda não conseguem analisar a essência sublime do amor que apaga dívidas escuras e faz nascer novo dia nos horizontes da alma.

Se entre juízes terrestres existem providências fraternas, qual seja a da liberdade sob condição, seria o tribunal celeste constituído por inteligências mais duras e inflexíveis? A Casa do pai é muito mais generosa que qualquer figuração de magnanimidade apresentada, até agora, no mundo, pelo pensamento religioso. Em seus celeiros abundantes, há empréstimos e moratórias, concessões de tempo e recursos que a mais vigorosa imaginação humana jamais calculará.

O Altíssimo fornece dádivas a todos, e , na atualidade, é aconselhável medite o homem terreno nos recursos que lhe foram concedidos pelo Céu, para arrependimento, buscando renovar-se nos rumos do bem.

Os prisioneiros da concepção de justiça implacável ignoram os poderosos auxílios do Todo-Poderoso, que se manifestam através de mil modos diferentes; contudo, os que procuram a própria iluminação pelo amor universal sabem que Deus dá sempre e que é necessário aprender a receber.

Emmanuel
Francisco Cândido Xavier
Livro: Pão Nosso

Fonte:

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

TOLERÂNCIA E COERÊNCIA


Emmanuel

Compreender o desculpar sempre., porque todos necessitamos de compreensão e desculpa,.nas horas do desacerto,. mas observar a coerência para que os diques da tolerância, não se esbarrondem, corroídos pela displicência sistemática, patrocinando a desordem.

Disse Jesus: “amai os vossos inimigos.

E o Senhor ensinou-nos realmente a amá-los, através dos seus próprios exemplos de humildade sem servilismo e de lealdade sem arrogância.

Ele sabia que Judas, o discípulo incauto, bandeava-se, pouco a pouco, para a esfera dos adversários que lhe combatiam a mensagem renovadora.

A pretexto de amar os inimigos, ser-lhe-ia lícito afastá-lo da pequena comunidade, a fim de preservá-la, mas preferiu estender-lhe mãos fraternas, até a última crise de deserção, ensinando-nos o dever de auxiliar aos companheiros de tarefa, na prática do bem, enquanto isso se torne possível.

Não ignorava que os supervisores do Sinédrio lhe tramavam a perda...

A pretexto de amar os inimigos, poderia solicitar-lhes encontros cordiais para a discussão de política doméstica, promovendo recuos e concessões, de maneira a poupar complicações aos próprios amigos, mas preferiu suporta-lhes a perseguição gratuita, ensinando-nos que não se deve contender, em matéria de orientação espiritual, com pessoas cultas e conscientes, plenamente informadas quanto às obrigações que a responsabilidade do conhecimento superior preceita.

Certificara-se de que Pilatos, o juiz dúbio, agia, inconsiderado...

A pretexto de amar os inimigos, não lhe seria difícil recorrer à justiça de instância mais elevada, mas preferiu agüentar-lhe a sentença iníqua, ensinando-nos que a atitude de todos aqueles que procuram sinceramente a verdade não comporta evasivas.

Percebia, no sacrifício supremo, que a multidão se desvairava...

A pretexto de amar os inimigos, era perfeitamente cabível que alegasse a extensão dos serviços prestados, pedindo a comiseração pública, a fim de que não se lhe não golpeassem a obra nascente, mas preferiu silenciar e partir, invocando o perdão da Providência Divina para os próprios verdugos, ensiando-nos que é preciso abençoar os que nos firam e orar por eles, sem contudo, premiar-lhes a leviandade para que a leviandade não alegue crescimento com o nosso apoio.

Jesus entendeu a todos, beneficiou a todos, socorreu a todos e esclareceu a todos, demonstrando-nos que a caridade, expressando amor puro, é semelhante ao sol que abraça a todos, mas não transigiu com o mal.

Isso quer dizer que fora da caridade não há tolerância e que não há tolerância sem coerência.

Psicografia do médium Francisco Cândido Xavier.

Fonte: http://www.mensagensespirituais.kit.net/index_arquivos/mensagens.htm
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