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A Doutrina Espírita nos convida ao estudo; mas alerta-nos que sem Obras nunca seremos verdadeiramente ESPÍRITAS.

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quinta-feira, 2 de maio de 2013

OUVIR ESTRELAS


O poeta e jornalista Olavo Bilac, a quem devemos os emocionantes versos do Hino à bandeira brasileira, escreveu inspiradamente:
Ora (direis) ouvir estrelas! Certo perdeste o senso" e eu vos direi, no entanto, que, para ouvi-las muita vez desperto e abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda noite, enquanto a Via Láctea, como um pálio aberto, cintila. E, ao vir o sol, saudoso e em pranto, inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo! Que conversas com elas? Que sentido tem o que dizes, quando não estão contigo?" e eu vos direi: "Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir e de entender estrelas".
*   *   *
O amor nos dá um sentido novo.
Não nos referimos apenas a ter significado a vida, mas um novo sentido, uma sensibilidade a mais para compreender o mundo e as pessoas.
É essa tal sensibilidade que nos faz capazes de entender melhor as razões da existência, que nos faz compreender melhor o outro e seu mundo íntimo, que nos faz olhar mais para os lados, menos para o chão, mais para céu.
Ouvir estrelas é receber a vida e compreender Deus de forma mais suave, menos complicada, mais apaixonada.
Sim, pois para se entender e aceitar a vida é preciso estar apaixonado por ela.
Para se entender e aceitar Deus faz-se necessário estar apaixonado por Ele, em primeiro lugar. Senti-lO, antes de questioná-lO ou entendê-lO com a razão.
Ouvir estrelas é perceber o que ninguém percebe. Num mundo de tantas informações, de tantas notícias, é saber escolher o que desejamos saber ou não, quando desejamos e quando não.
Ouvir estrelas é ter tempo para olhar quem você ama demoradamente, num ato de contemplação simples, sem razões, sem porquês...
Ouvir estrelas é saber aceitar e aceitar-se, guardando no coração a certeza de que tudo existe para o nosso bem, para nosso crescimento.
Ouvir estrelas é chorar de compaixão pela dor do outro, mas não se afogar no lago dessas lágrimas. É sair dele antes que flutuemos na água. É sair de nosso mundo e conhecer o do outro, fazendo parte dele ativamente, e não apenas como espectador.
Mas antes é preciso amar... Sem o amor permanecemos surdos, e as estrelas mudas para nós – adereços luxuosos para homens egocêntricos e insensíveis.
*   *   *
Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento!
Ditoso aquele que ama, pois não conhece nem a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo.
Quando Jesus pronunciou a divina palavra, amor, os povos se sobressaltaram, e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.
*   *   *
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir e de entender estrelas."

Redação do Momento Espírita, com citação do poema Ouvir estrelas,
de Olavo Bilac e com base no  item 8, do cap.11, de 
O evangelho

segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb.
Em 29.4.2013.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

quarta-feira, 24 de abril de 2013

DEUS & JESUS - Divaldo Franco



Descrição:

Programa Transição No.80, exibido em 11 de abril de 2010.

- Que é Deus? (00:32)
- A divindade de Jesus (11:18)
- Jesus (17:30)
- Registros históricos de Jesus e os Evangelhos (23:23)
- O Consolador Prometido (28:59)

Visite o site do programa: http://programatransicao.tv.br/

Visite o blog do canal: http://mundoespirita.tumblr.com/


segunda-feira, 22 de abril de 2013

HONESTIDADE VAI BEM




Uma cena inusitada e inspiradora no esporte: o atleta queniano, Abel Mutai, medalha de ouro nos três mil metros com obstáculos e campeão olímpico em Londres, estava prestes a ganhar mais uma corrida.
Entrou em um novo setor da prova e, achando que já havia cruzado a linha de chegada, começou a cumprimentar o público, reduzindo o passo.
O segundo colocado, logo atrás, Ivan Fernandez Anaya, vendo que ele estava equivocado e parava dez metros antes da bandeira de chegada, não quis aproveitar a oportunidade para acelerar e vencer.
Ele permaneceu às suas costas, e gesticulando para que o queniano compreendesse a situação, quase o empurrando, levou-o até o fim, deixando que ele conquistasse, então, a merecida vitória – como já iria acontecer se ele não tivesse se enganado sobre o percurso.
Ivan Fernandez Anaya, um jovem corredor de vinte e quatro anos, que é considerado um atleta de muito futuro, ao terminar a prova, disse:
Ainda que tivessem me dito que ganharia uma vaga na seleção espanhola para disputar o campeonato europeu, eu não teria me aproveitado. Acho que é melhor o que eu fiz do que se tivesse vencido nessas circunstâncias.
*   *   *
Quando começaremos a agir assim, em todas as situações de nossas vidas?
Quando deixaremos de enganar os outros e de enganar a nossa própria consciência?
Teríamos agido dessa forma, em situação semelhante, ou não?
Valerá a pena tudo por uma medalha, por um resultado, por ser proclamado melhor, o número um,nisso ou naquilo?
Valerá tudo para conseguir um emprego, um dinheiro extra, um bom negócio fechado? Será?
A virtude da honestidade diz que não, não vale a pena.
Atuando assim, poderemos ter pequenas e falsas vitórias aqui e ali, mas continuaremos sendo almas derrotadas, pois não vencemos o mundo e suas destemperanças, não vencemos o homem velho e vicioso em nós.
O importante é vencer-se, estando em paz com nossa consciência.
Não basta viver e sobreviver. Citando o grande Sócrates e sua honestidade, quando lhe propuseram a fuga da prisão onde ficou até a morte: O importante não é viver. O importante é bem viver.
Estamos aqui para aprender a bem viver, para vencer quando estivermos preparados para vencer, quando merecermos a vitória.
Participar desses jogos baixos do mundo, dessas manipulações de mentes, de esquemas etc., é permanecer pequeno, é congelar a evolução moral do Espírito.
Ser honesto é vivenciar a verdade em todas as circunstâncias, a verdade que, segundo o Mestre, nos libertará – libertará da ignorância e do sofrimento.
*   *   *
Um gesto de honestidade vai muito bem.
Vai muito bem em casa, quando confessamos o que vai em nosso coração, quando não desejamos esconder nada de ninguém.
Vai muito bem nas relações sociais, quando atuamos com justiça, com probidade, dando a cada um o que é seu de direito, nunca admitindo passar alguém para trás.
Vai muito bem no casamento, toda vez que honramos o compromisso com o outro, jamais praticando algo que não gostaríamos que praticassem conosco.
Vai muito bem sempre.
Haverá dia em que honestidade não precisará mais ser considerada virtude a ser conquistada, pois seremos todos honestos por natureza.

Redação do Momento Espírita.
Em 15.4.2013.

Fonte: http://www.momento.com.br

quarta-feira, 17 de abril de 2013

FONTE DO BEM



Todos os dias, através dos meios de comunicação, somos informados das tantas barbáries que ocorrem em nosso planeta.
São as guerras, a violência gratuita, a fome, as drogas.
As pessoas estão se enclausurando em virtude do medo de assaltos, de sequestros e de danos físicos de modo geral.
Sendo assim, muitos são levados a questionar onde a justiça, onde a igualdade perante a lei, onde a punição àqueles que, por suas atitudes irresponsáveis, tornam-se perigosos para a sociedade.
Alguns chegam a alegar que fomos abandonados por Deus ou, então, que Ele não existe.
Entretanto, que é o nosso mundo? Qual a razão da injustiça e da desigualdade nele existentes?
De acordo com o ensino dos Espíritos, nosso mundo é um dos tantos existentes que servem de abrigo a Espíritos necessitados da oportunidade reencarnatória. Espíritos ainda imperfeitos e, por isso, possuidores de mazelas morais.
E é, exatamente, nessas mazelas que encontramos a fonte dos males existentes na Terra.
É no egoísmo do homem, que nada divide com seu próximo, que achamos a causa da fome, da pobreza, da miséria humana.
É no orgulho do ser, que se acredita superior ao outro e que não consegue enxergar o próximo como seu irmão, que encontramos a origem do desamor, do ódio, da vingança.
Por isso, a injustiça e a desigualdade que ora percebemos em nosso plano são relativas e não absolutas.
Aquele que agora fere terá chance, em momento oportuno, de reparar o mal que fez. E o ferido tem em mãos uma grande oportunidade de, através da resignação, aprender lições valiosas para sua jornada de iluminação.
Aqueles que são pais sabem que, em caso de doenças, devem oferecer a seus filhos medicamentos que, frequentemente, são amargos, mas que proporcionam a cura do corpo.
Da mesma forma age Deus que, nos vendo adoecidos espiritualmente por conta de nossas iniquidades, permite que passemos por situações por vezes dolorosas, mas necessárias à cura de nossas almas enfermas pelo orgulho, pelo egoísmo, pelo desamor.
Deus não nos castiga, não nos pune, não nos julga. Apenas estabelece que sejamos todos responsáveis por nossas atitudes.
Jesus nos ensinou que a cada um é dado segundo suas obras. Mudemos, portanto, nossa visão de mundo. Vejamos os sofrimentos nossos e alheios como oportunidades de reparação de faltas junto à lei Divina.
Todavia, o fato de termos consciência de que a injustiça é relativa não nos deve tornar frios perante aqueles que sofrem. Antes, devemos nos enxergar a todos como irmãos e como aprendizes.
*   *   *
O mundo, de forma alguma, marcha sem direção. A desigualdade e a injustiça que hoje percebemos são o retrato de nossos próprios erros.
E se nossos erros geram o mal que ainda existe em nosso plano, também podemos ser fontes do bem. Assim nos tornamos quando o bem comum for o intuito de todas as nossas ações.
Pensemos nisso!
Redação do Momento Espírita.
Em 17.4.2013.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

MEDIANTE ESFORÇO



A siderurgia transforma a estrutura dos metais e os trabalha para finalidades compatíveis com programas antes estabelecidos.
Artistas alteram as formas de pedras, do bronze, do cobre, do ouro, da prata e lhes transmitem vida, lhes arrancando das entranhas, sob inspiração e esforço, a beleza e a utilidade para enriquecimento da sociedade.
Débil raiz cravada na frincha de uma rocha, obedecendo ao finalismo da sua existência, fende a pedra rude e sustenta a planta que sobre ela se desenvolve.
*   *   *
A vida responde de acordo com a ação desencadeada.
O violento tropeça com a truculência a cada passo.
A paciência encontra a harmonia quando persiste.
O sanguinário torna-se vítima da própria impetuosidade.
O pacifista adquire tranquilidade enquanto defende os ideais que o dominam.
O intrigante padece da neurose do medo.
A lealdade produz confiança.
A irritabilidade leva às ulcerações gástricas, duodenais e ao desequilíbrio da emoção.
A concórdia gera harmonia em toda pessoa e lugar.
O mal é sombra pelo caminho de quem lhe sofre a ação.
O bem é luz irradiante a produzir alegria.
Allan Kardec, em sua obra O céu e o inferno, ao abordar o tema Código penal da vida futura, afirma:
O Espírito sofre, quer no mundo corporal, quer no espiritual, a consequência das suas imperfeições.
As misérias, as vicissitudes padecidas na vida corpórea, são oriundas das nossas imperfeições, são expiações de faltas cometidas na presente ou em precedentes existências.
O sofrimento é inerente à imperfeição.
Toda imperfeição, assim como toda falta dela promanada, traz consigo o próprio castigo nas consequências naturais e inevitáveis:
Assim, a moléstia pune os excessos e da ociosidade nasce o tédio, sem que haja mister de uma condenação especial para cada falta ou indivíduo.
Da parte do bem que se faz, podemos aplicar o mesmo raciocínio: toda virtude traz consigo sua felicidade própria.
Quando cumprimos as leis Divinas - inscritas na consciência - recebemos por consequência imediata a harmonia, o refazimento e a paz íntima.
É Deus dentro de nós afirmando diariamente que os caminhos do amor são os mais seguros, e os únicos que nos levam à anelada felicidade plena e aos braços do Criador.
*   *   *
Que nos possamos moldar ao programa do dever de crescer para Deus, domando as más inclinações.
A princípio, essa atitude deve ser concentrada nas imperfeições de pequena monta.
Esse exercício, feito com disciplina e seriedade, já é caminho para a vitória sobre as paixões mórbidas que procedem do passado delituoso.
O alvo permanente deve ser nos libertarmos delas.
O homem torna-se o que se trabalha.
Não há milagre de transformação moral, em quem não se exercitou nas realizações humanas para a própria sublimação pessoal.
Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap.7, do livro O céu e o
inferno, de Allan Kardec, ed. Feb e no cap. 14, do livro Alegria de
viver, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira
Franco, ed. Leal.
Em 11.4.2013.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

AMOR SEM CORRENTES




Em seu livro O profeta, Kalil Gibran fala do matrimônio com grande sabedoria.
Vamos comentar algumas frases a fim de retirar delas ensinamentos úteis.
Referindo-se ao casal, diz Gibran: Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão.
Desconhecendo ou ignorando esta importante orientação, muitos casais transformam o amor em verdadeiras cadeias para ambas as partes.
O amor deve ser espontâneo. Não pode ser motivo de brigas e exigências descabidas.
O amor compreende. Não deve se constituir em grilhões que prendem e infelicitam.
Por vezes, em nome do amor, nós queremos que nosso companheiro ou companheira faça somente o que desejamos.
Só corta o cabelo quando permitimos. Só pode usar as roupas que aprovamos. Só sai se for em nossa companhia e não pode violar as regras estabelecidas pelo nosso egoísmo, para evitar brigas.
Isso não é amor, é prisão.
Amar sem escravizar, eis o grande desafio.
E o profeta aconselha:
Dai de vosso pão um ao outro, mas não comais do mesmo pedaço.
Isto significa dizer que devemos compartilhar, ser gentil, dar do nosso pedaço, mas sem exigir nada em troca.
É comum depois da gentileza vir a cobrança. Fazemos um favor e esperamos logo alguma recompensa. Pretendemos tirar alguma vantagem.
Dividir o pão, sim, mas não comer do mesmo pedaço. Isso quer dizer deixar ao outro o direito que lhe cabe do pedaço.
E Gibran continua: Cantai e dançai juntos, e sede alegres, mas deixai cada um de vós estar sozinho.
É importante compartilhar, mas saber respeitar a individualidade um do outro, sem invadir a intimidade da pessoa amada.
Há pessoas que, se pudessem, controlariam até mesmo o pensamento do seu par, a ponto de torná-lo a sua própria sombra.
Isso não é amor, é extremado desejo de posse.
Mais uma vez Kalil Gibran aconselha: Vivei juntos, mas não vos aconchegueis em demasia, pois as colunas do templo erguem-se separadamente, e o carvalho e o cipreste não crescem à sombra um do outro.
Grande ensinamento podemos retirar daí, pois a comparação é perfeita.
Viver juntos, mas cada um respeitar o espaço do outro.
O lar é um templo que deve ser sustentado por duas colunas: cada uma na sua posição para que realmente haja apoio.
Se as colunas se aconchegam em demasia, o templo pode desabar. Por isso o profeta recomenda: Vivei juntos mas não vos aconchegueis em demasia.
O amor tem por objetivo a união e não a fusão dos seres. Não se pode querer viver a vida do outro, controlar os gostos e até mesmo os desgostos da pessoa com quem nos casamos.
É preciso que cada um cresça e permita o crescimento do outro, sem fazer sombra um para o outro.
Se os casais observassem esses pequenos mas eficientes conselhos, certamente teriam uma convivência mais harmônica e mais agradável.
*   *   *
O verdadeiro amor é aquele que compreende, perdoa, renuncia.
Em nome do amor devemos estender a mão para oferecer apoio e não para acorrentar.
Quem ama propicia segurança, confiança e afeto.
Lembre-se de que a pessoa com quem você convive não lhe pertence. É uma alma em busca do próprio aperfeiçoamento, tanto quanto você.
Lembre-se também que beijos e abraços só têm valor se não forem cobrados.
E, por fim, guarde a recomendação:
Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão.

Redação do Momento Espírita com base em palestra proferida por Raul
Teixeira e no cap. 
O matrimônio, do livro O profeta, de Gibran Kalil Gibran, ed. Acigi.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 5 e no livro Momento Espírita, v. 2,  ed. Fep.
Em 4.4.2013.
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