Nota

A Doutrina Espírita nos convida ao estudo; mas alerta-nos que sem Obras nunca seremos verdadeiramente ESPÍRITAS.

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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

CARTA DE ANO NOVO




Ano Novo é também renovação de nossa oportunidade de aprender, trabalhar e servir. 

O tempo, como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para a necessária ascensão. 

Lembra-te de que o ano em retorno é novo dia a convocar-te para execução de velhas promessas, que ainda não tiveste a coragem de cumprir.

Se tens inimigo, faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação. 


Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente. 

Se descansaste em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir. 

Se a tristeza te requisita, esquece-a e procura a alegria serena da consciência feliz no dever bem cumprido.

Novo Ano! Novo Dia! 

Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.


Recorda que há mais ignorância que maldade, em torno de teu destino. 

Não maldigas, nem condenes.


Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão. 

Não te desanimes, nem te desconsoles. 

Cultiva o bom ânimo com os que te visitam, dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.

Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora: - Ama e auxilia sempre. Ajuda aos outros, amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.

Livro: Vida e Caminho
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier


Fonte: http://mensagemdeluz.kit.net/

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

JESUS, O LIBERTADOR




Havia uma grande expectativa em Is­rael, que aguardava ansiosamente o Mes­sias anunciado.
A voz dos profetas, que ficara silencio­sa fazia alguns séculos, não alterara as no­tícias de que Jeová enviaria o libertador do Seu povo no momento adequado.

A presunção exagerada, que havia elegido como filhos de Deus somente os judeus, continuava na conduta arrogante daqueles que aguardavam receber o pri­vilégio dos Céus em detrimento de toda a humanidade.

Descrevia-se a Sua chegada como o momento máximo da sua história de nação muitas vezes escravizada por outras mais poderosas, que então se curvariam humilhadas ante a grandeza da raça es­colhida pela sua fidelidade e devotamen­to aos divinos códigos.

Antevia-se o momento da libertação, especialmente naqueles dias em que o Império Romano escarnecia das suas tra­dições e da sua liberdade, esmagando os seus ideais de independência.

Sentia-se mesmo que aquele era o mo­mento, e que, em qualquer instante, os sinais de identificação apontariam o Es­colhido.

Os sofrimentos vividos na Babilônia, no Egito e em outros lugares cruéis, no passado, não haviam sido esquecidos. Embora a coação prosseguisse e a miséria rondasse as suas vidas, estremunhando-­as e dizimando-as, porque lhes retira­vam tudo quanto possuíam, inclusive os parcos recursos, em razão dos impostos exorbitantes, não conseguiam, porém, tomar-lhes a esperança que teimava em permanecer nos seus corações.

Aguardava-se, portanto, que Ele che­garia em triunfo mundano, cercado de poder militar e de despotismo, de forma que vingasse as humilhações e dores que os Seus haviam experimentado através dos tempos.

Sentando-se no trono e governando com insolência e perversidade, somente àqueles que Lhe pertenciam concederia compaixão e bondade, ternura e amor, oferecendo-lhes os reinos da Terra, a fim de que pudessem fruir o poder e a glória anelados.

Esqueciam-se, porém, da transitorie­dade da vida física e do impositivo da morte, que a todos arrebata, transferin­do-os para a dimensão da imortalidade.

Por mais longos e prazenteiros fossem os dias de efusão e de orgulho, que es­peravam viver, a fatalidade biológica os conduziria à velhice, ao desgaste, à con­sumpção do corpo e ao enfrentamento com a Vida Eterna.

Mas Israel e seus filhos estavam inte­ressados no mundo, nos negócios da ilu­são, nas conquistas terrenas.

A mágoa e o desejo de desforço acalen­tados por séculos demorados, consegui­ram diluir na vacuidade o discernimento em torno dos valores reais da existência humaria.

Somente eram considerados o gozo e a supremacia sobre os demais povos, submetendo-os ao talante das suas desorde­nadas ambições.

A cegueira do orgulho envilecera os sentimentos do povo, não ha­vendo lugar para a reflexão nem para o amor fraternal.

* * *

Ele veio e não O aceitaram.

Aguardavam um vingador que esmagasse os inimigos, enquanto Ele chegara para conquistar aqueles que se haviam transformado em adversários.

Esperavam que fosse portador de soberba, arbitrário e superior em crueldade àqueles que se fizeram odiados, mas Ele vivenciou o amor em todas as suas expressões, demonstrando que o Filho de Deus é lição viva de compaixão e misericórdia.

Em face das suas necessidades materiais, não poderiam receber o Embaixador do Reino de Deus, que vinha colocar os Seus alicerces na Terra, para erguer o templo da legítima fraternidade que deve viger entre todas as criaturas.

De início, antes da ira contra a Sua pessoa, desejaram arrastá-lO para as suas tricas farisaicas e para os seus domínios insensatos. E porque não conseguiram, voltaram-se contra Ele e Sua mensagem, perseguindo-O com insistência e ameaçando-O sem clemência.

Ele, porém, permaneceu integérrimo. A Sua tranqüilidade desconcertava-os, fazendo que arremetessem furibundos contra os ensinamentos de que se fazia portador e procurando um meio de en­volvê-lO em algum conceito que O pu­desse criminar, a fim de O matarem.

Encharcados de presunção, o único sentido para a vida centrava-se na busca do poder, do prazer, no vingar-se dos ini­migos reais e imaginários.

Não é de estranhar que Jesus não lhes representasse o cumprimento das profecias.

Embora o Seu fosse o maior poder que a Terra jamais conheceu, os ambicio­sos que desejavam o mundo não estavam interessados na Sua força incomparável, que se fazia soberana ante os ventos, as ondas do mar durante a tempestade, ou diante dos distúrbios da mente, da emoção e do corpo das criaturas que O bus­cavam.

Invejosos, não podendo negar-Lhe a grandeza, acusavam-nO de ser emissário do Mal, veículo satânico.

Jesus compadecia-se deles e exortava-os à liberdade espiritual, que é a verdadeira, conclamando-os ao despertamento para a realidade.

Mas os tóxicos do ódio haviam-nos envenenado desde há muito, não haven­do espaço mental nem emocional para o refrigério da compreensão nem para a bênção da paz.

* * *

Ainda hoje Israel não O entendeu. Prossegue esperando o seu Messias dominador, banhando-se de sangue e sacrificando-se, enquanto os seus filhos estorcegam em reencarnações purifica­doras e aflitivas através dos evos.

O amor, que é a solução para todos os problemas humanos e os conflitos que se abatem sobre a Terra, ainda não é reco­nhecido como o único recurso capaz de gerar felicidade nos corações.

Passaram aqueles dias tormentosos e outros muitos, enquanto Jesus perma­nece como o libertador de consciências, conduzindo-as no rumo da plenitude.

* * *

Neste Natal, recorda-te dEle e entre­ga-te a Ele sem qualquer relutância.

Ele te conduzirá com segurança pelo vale da morte e pela noite escura das paixões, apontando-te o amanhecer luminífero por onde seguirás no rumo da felicidade.


Recebida em 6 de setembro de 2004
no Centro Espírita Caminho da Redenção
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O FILHO DO ORGULHO



O melindre - filho do orgulho - propele a criatura a situar-se acima do bem de todos. É a vaidade que se contrapõe ao interesse geral. 

Assim, quando o espírita se melindra, julga-se mais importante que o Espiritismo e pretende-se melhor que a própria tarefa libertadora em que se consola e esclarece. 

O melindre gera a prevenção negativa, agravando problemas e acentuando dificuldades, ao invés de aboli-los. Essa alergia moral demonstra má-vontade e transpira incoerência, estabelecendo moléstias obscuras nos tecidos sutis da alma. 

Evitemos tal sensibilidade de porcelana, que não tem razão de ser. 

Basta ligeira observação para encontra-la a cada passo: 

É o diretor que tem a sua proposição refugada e se sente desprestigiado, não mais comparecendo às assembléias. 

O médium advertido construtivamente pelo condutor da sessão, quanto à própria educação mediúnica, e que se ressente, fugindo às reuniões.

O comentarista admoestado fraternalmente para abaixar o volume da voz e que se amua na inutilidade.

O colaborador do jornal que vê o artigo recusado pela redação e que se supõe menosprezado, encerrando atividades na imprensa.

A cooperadora da assistência social esquecida, na passagem de seu aniversário, e se mostra ferida, caindo na indiferença. 

O servidor do templo que foi, certa vez, preterido na composição da mesa orientadora da ação espiritual e se desgosta por sentir-se infantilmente injuriado. 

O doador de alguns donativos cujo nome foi omitido nas citações de agradecimento e surge magoado, esquivando-se a nova cooperação. 

O pai relembrado pela professora das aulas de moral cristã, com respeito ao comportamento do filho, e que, por isso, se suscetibiliza, cortando comparecimento da criança. 

O jovem aconselhado pelo irmão amadurecido e que se descontenta, rebelando-se contra o aviso da experiência. 

A pessoa que se sente desatendida ao procurar o companheiro de cuja cooperação necessita, nos horários em que esse mesmo companheiro, por sua vez, necessita de trabalhar a fim de prover a própria subsistência.

O amigo que não se viu satisfeito ante a conduta do colega, na instituição, e deserta, revoltado, englobando todos os demais em franca reprovação, incapaz de reconhecer que essa é a hora de auxílio mais amplo.

O espírita que se nega ao concurso fraterno somente prejudica a si mesmo. 

Devemos perdoar e esquecer se quisermos colaborar e servir.

A rigor, sob as bênçãos da Doutrina Espírita, quem pode dizer que ajuda alguém? Somos sempre auxiliados. 

Ninguém vai a um templo doutrinário para dar, primeiramente.

Todos nós aí comparecemos para receber, antes de mais nada, sejam quais forem as circunstâncias. 

Fujamos à condição de sensitivas humanas, convictos de que a honra reside na tranqüilidade da consciência, sustentada pelo dever cumprido. 

Com a humildade não há o melindre que piora aquele que o sente, sem melhorar a ninguém. 

Cabe-nos ouvir a consciência e segui-la, recordando que a suscetibilidade de alguém sempre surgirá no caminho, alguém que precisa de nossas preces, conquanto curtas ou aparentemente desnecessárias. 

E para terminar, meu irmão, imagine se um dia Jesus se melindrasse com os nossos incessantes desacertos...

Livro: O Espírito da Verdade
Cairbar Schutel & Francisco Cândido Xavier

Fonte: http://mensagemdeluz.kit.net/

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

RedeTV! - Veja como o médium João de Deus faz cirurgias espirituais - 1/8 HQ

João Berbel - O Homem, A Missão



João Berbel - O Homem, A Missão

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Há décadas, na Fazenda Monte alegre, instalou-se em moradia o casal José Júlio e Delmira Quirino. Ele espanhol da família Berbel, vinha da província argentina de Córdoba, onde vivera provisoriamente, até que foi atraído para o Brasil e escolheu a vida difícil do campo, ao lado da brasileira Delmira. Foi uma época de muitas dificuldades, para quem vivia no trabalho agrícola de sol a sol e tinha uma família numerosa de seis filhos.
Em 30 de agosto de 1955 nasceu o pequenino João. Desde pequeno, partilhando as agruras e penúrias financeiras ao lado dos familiares, trabalhava para ajudar nos pequenos serviços. Desse tempo de infância João tem poucas lembranças, mas não pode esquecer de seu avô que, embora inculto e católico, diagnosticava os males das pessoas. Ele advinhava como ninguém, o local e o tipo de enfermidade que se ocultava nas pessoas. Tais dons não passavam desapercebidos pelos pais de João. Eles católicos convictos, sempre com um terço nas mãos, não eram simpáticos a essas advinhações, com certo sabor infernal, conforme consideravam nos meios rurais, qualquer manifestação paranormal.
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Em algumas regiões desse Brasil sempre existiu a figura do benzedor e da benzedeira. Eram figuras respeitáveis, pontes luminosas entre o céu e a terra, seres respeitáveis; figuras de solidez de espírito, que com santa singeleza, sabem entender a linguagem dos céus. Os pais de João, muito católicos, vez por outra recorriam a esses benzedores, herdeiros da sabedoria prática de seus ancestrais. O pequeno João era totalmente avesso a quaisquer dessas práticas alheias à religião de seus pais. No seu fervor católico, ele recriminava a todos que, mesmo de longe, dessem qualquer valor e atenção a essas ações beneméritas e considerava tudo como feitiçaria. Não podia ouvir falar de Espiritismo. Mas como o destino nos prega peças todos os dias, às vezes promovendo completa e repentina reviravolta em nossas vidas, à nossa revelia, mais tarde João se tornaria, além de fervoroso espírita, também um atuante médium. E o destino foi até mais irônico e fez com que os esteios técnicos de seu labor de cura em benefício dos sofredores sejam as milagreiras ervas do sertão, que ele tanto abominava nos benzedores. Nosso frágil João cresceu e alcançou o diploma escolar, fez mais um ano e parou por aí. É que em breve, iria provar as primeiras gotas amargas daquela água encantada, que ele não queria beber. Alguns anos mais tarde, mais precisamente aos 17 anos, João reconheceu-se um epiléptico. Que triste quadro ver-se a si mesmo sendo alvo do desprezo irreprimível da multidão. Devagar, com trabalho bendito e o auxílio de medicamentos, conseguiu ele finalmente controlar a epilepsia. Corria o ano de 1976 quando conheceu Arlete, sua companheira dedicada até hoje e com quem se casou em 12 de maio de 1979. Nesse período, fenômenos medianímicos insistiram em se manifestar. Depois que passou a freqüentar os trabalhos da Liga Espírita D’Oeste, no Bairro da Estação em Franca/SP, viu surgir a mediunidade de incorporação e então não teve como fugir. O problema epiléptico foi superado com a admissão consciente da mediunidade. A partir daí sua vida mudou. Iniciou então um trabalho, fazendo fluir para si e seus semelhantes a água da vida espiritual. Certa feita sua esposa Arlete estava com cólica renal, causando sérias preocupações. Inesperadamente João incorporou o espírito de Dr. Alonso, foi até à cozinha, tomou de uma faca e ali mesmo operou Arlete, sem nenhum corte, dor ou ferimento. A cura completou-se com a ingestão de remédios e ervas, prescritas também pelo Dr. Alonso, espírito.

Dr. Alonso - Pescador de Almas

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Há mais de um século, em 1896, chegaram às terras brasileiras o casal Rosa e Maximino Alonso, vindos da Espanha. Aportaram nas terras mineiras de Uberaba, Minas Gerais. Bem próximo dali está a localidade de Peirópolis, onde em 30 de dezembro de 1908 nasceu, desse casal de ibéricos aquele que chamou Ismael Alonso Y Alonso. Ali a vida era difícil e para trilhar os primeiros passos dos estudos das letras, Ismael teve de enfrentar muitos obstáculos. As ocupações simples e duras da vida rural, o trabalho árduo com a terra bruta e o gado leiteiro, forjou o pequeno Ismael que cresceu, sob os efeitos da dureza da existência, do trabalho honesto, fazendo assim o caráter marcante desse espírito. Viveu tempo de dificuldades, sacrifícios, fome, privações de toda ordem.
Mudando para Ribeirão Preto/SP diplomou-se no curso ginasial em 1925. Em 1928 serviu o Exército. Em 1929 enfrentou um curso superior. Estudou Farmácia em Pindamonhangaba. Em 1934 tornou-se médico pela Faculdade Fluminense de Medicina, cuja formatura foi em dezembro do mesmo ano. Sua constância em torno do aperfeiçoamento na ciência de curar permitiu-lhe especializações nas áreas clínicas médicas de dermatologia, urologia, sífilis, etc. Tornando-se médico residente e assistente em várias clínicas do Rio de Janeiro.

Em 1939 casou-se com sua prima Esmeralda Domingues Alonso. Tiveram dois filhos: Mísia e Sérgio. A vinda de Dr. Alonso para Franca selou com seu povo um vínculo perene, inextinguível. Nessa época ele clinicava em Uberaba e o Dr. Ricardo Pinho convidou-o a instalar-se como médico na terra das três colinas. Esta recebeu assim em 02 de julho de 1939, aquele que seria um dos homens públicos mais afamados e queridos. A atuação médica de Dr. Alonso extinguiu muitas dores, aliviou um contingente enorme de desfavorecidos pela sorte, levantou muitos caídos pelos ínvios caminhos da existência, ao peso dos infortúnios e desesperanças.

Fazia o que podia por todos e hoje comenta lamentando, de como podia fazer muito pouco, nos casos de obsessão que se lhe apresentavam e cujos conceitos eram quase desconhecidos, impedindo assim a ação saneadora tão desejável. Sua permanência em Franca por 25 anos, ou seja, até o seu desencarne em 23 de março de 1964, assinalou uma existência de muito trabalho: assumiu a direção da Santa Casa e a presidência do Centro Médico; chefiou o Serviço de Assistência Médica Domiciliar de Urgência (SAMDU); atendeu no IAPI E IAPC, etc.
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Homem público extremamente ativo e participante assumiu a prefeitura de Franca nos anos de 1952 a 1954 e integrou no corpo de vereadores de 1955 a 1958. Na qualidade de Prefeito, sua atuação foi excepcional. Abriu e asfaltou vias públicas; criou Antigo Horto Florestal (atual Jardim Zoobotânico de Franca), conforme lei Municipal nr 269 de 10/12/52, Situa-se na Fazenda Pouso Alto propriedade da Prefeitura Municipal, compreendendo uma vasta área de terras e de mata nativa, com objetivo de cultivar mudas de árvores frutiferas, floricultura ornamental e distribuir mudas para população; expandiu a planta física de obras do município e consagrou-se de corpo e alma ao setor de saúde, área de muita conscientização profissional; criou a representação do PTB em Franca. Homem do povo, médico dos empobrecidos e esquecidos, sua aura carismática insuflava admiração em todos. Muito bem educado e fino, tratava a todos com muita polidez e delicadeza.

Dr. Alonso, quando encarnado, não deixou de sentir, no desenrolar de sua existência humanitária, a mão do Alto guiando a sua ao clinicar e diagnosticar, inspirando-o ainda à assistência fraterna e gratuita dos enfermos que lhe batiam súplices à porta. Agora, em que ele do Além está ainda em contato estreitíssimo com a população de Franca, através do médium João Berbel, suas exortações sinceras dizem-nos que a reforma íntima do homem deve ser recebida como extensão de seu trabalho terrestre. De médicos de homens a médico de almas, o trabalho é o mesmo. De um plano a outro, de uma esfera a outra, o trabalho flui e se sublima. De cirurgias físicas a cirurgias fluídicas, a evolução natural do labor caritativo. É propósito maior de Dr. Alonso, ainda hoje: curar almas, elevando a força do Evangelho de Jesus acima de todas as técnicas. Hoje, nosso caro irmão Dr. Alonso, que quando entre nós gostava de pescar, transformou seu lazer preferido numa preocupação evolutiva que extrapolou o seu ego: tornou-se pescador de almas.

Fonte: http://www.espiritismodralonso.org.br/site/



segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

RUMO À ANGELITUDE



Nos termos da Doutrina Espírita, do demônio nasce o homem e do homem nasce o anjo. Estamos todos no rumo da angelitude. Nossa humanidade (nossa natureza humana) caracteriza-se pela imperfeição, pelo predomínio dos instintos, pelos resíduos da animalidade ainda atuantes em nossa constituição psicossomática. Mas esses resíduos vão sendo eliminados na lapidação das vidas sucessivas. E como somos conscientes do processo de lapidação a que estamos sujeitos, podemos e devemos ajudar esse processo.

Basta um olhar atento ao nosso redor para verificarmos a realidade dessa concepção. As criaturas humanas estão dispostas numa escala progressiva que vai do bandido ao santo. O malfeitor de hoje será o cidadão honesto do futuro. E este, por sua vez, será o santo de amanhã, dependendo esse amanhã, em grande parte, do esforço evolutivo do interessado. Porque o ser consciente apressa ou retarda a sua própria evolução.

O chamado para o serviço do bem é a oportunidade que Deus oferece à criatura imperfeita para acelerar a sua caminhada rumo à perfeição. Quem não aproveita a oportunidade divina, apegando-se por comodismo ou displicência aos seus defeitos, desculpando-se com as imperfeições naturais que ainda carrega, furta-se ao cumprimento do dever espiritual.

Mas as leis da evolução não o deixarão parado por muito tempo. Por isso ensinou Jesus: "Quem se apegar à sua vida perdê-la-á, mas quem a perder por amor a mim salvá-la-á".

O comodista será sacudido e alijado do seu comodismo, mais hoje, mais amanhã, pela vergasta da dor. O sofrimento é tão grande na Terra porque maior é o comodismo dos homens. A seara continua imensa e os trabalhadores ainda são tão poucos! Não somos anjos para ser perfeitos e puros, mas trazemos em nós as potencialidades da angelitude. Se não acelerarmos a nossa lapidação pelo serviço, o lapidário oculto - e que está oculto em nós mesmos - agirá como convém para completar a sua obra.

Livro: Na Era do Espírito
Irmão Saulo & Francisco Cândido Xavier

sábado, 10 de dezembro de 2011

PROGRAMA "ABRINDO A BÍBLIA" - Dr. Severino Celestino da Silva


Severino Celestino estudou os textos originais do grande livro para abordar de forma prática e direta os assuntos contidos no maior best seller de todos os tempos. Abrindo a Bíblia resgata trechos que foram perdidos entre as diversas traduções e os contextualiza para o pensamento da sociedade contemporânea. Um programa que aborda a Bíblia de uma forma nunca vista antes.

Para assistir clique no link

http://www.redemundomaior.com.br/abrindoabiblia/index.php?option=com_content&view=category&id=35&Itemid=58


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

EVITAR A ANSIEDADE



Acompanha a marcha dos acontecimentos sem sofreguidão.

A tua ansiedade e o teu receio não alterarão o curso das horas.

Aguarda o que há de suceder, sem que te imponhas sofrimento desde a véspera.

O que pensas que acontecerá, talvez se dê, não porém da forma como aguardas, porquanto, a vida obedece a um plano de incessantes mudanças e transformações.

Desse modo, espera com harmonia íntima, afastando do teu programa a agitação e o medo.

Livro: Vida Feliz
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

ANALISANDO AS TRADUÇÕES BÍBLICAS - Dr. Severino Celestino da Silva - 1/3

Descrição:


Programa terceira Revelação (FEB), falando as traduções bíblicas somente com entrevista.





segunda-feira, 28 de novembro de 2011

SUGESTÕES PARA CRESCER



Não nos conformemos à pura condição de ouvintes, diante das verdades eternas.

Como classificar o aluno que estuda indefinidamente sem jamais aprender, ou o homem que desaprova sem experimentar? Recordemos que tudo na vida é causa e efeito, ação e retribuição.

Quem descobre algo de importante para o bem, realmente, não foge a demonstrações.

Quem planta com segurança colhe a seu tempo.

Quem examina com atenção adquire conhecimento.

Quem analisa, com imparcialidade, alcança a luz da justiça.

Quem estima indicações valiosas, procura segui-las.

Quem ama auxilia sempre, agindo em favor da pessoa amada.

No círculo das idéias superiores, a lei não difere.

Se buscamos o "mais alto", não desdenhemos subir.

Se pretendemos a sublimação, não nos cabe olvidar a disciplina.

Se desejamos o equilíbrio ou a reestruturação, é necessário fugir à desarmonia.

Se tentamos o convívio com as claridades da montanha, não podemos mergulhar o coração nas sombras do vale.

Se aspiramos à ressurreição, não menosprezaremos o ato de renovar.

Se sonhamos com a Esfera Maior, na largueza de projetos e ideais, é imprescindível voar do campo restrito do "eu" ao fulgor da vida universal.

As comparações simples lembram-nos as obrigações complexas, ante as leis que nos regem.

Sejamos dedicados ouvintes, procurando a posição dos bons executores das lições recolhidas, em cedo alcançaremos o prêmio do amor e da sabedoria que representam as duas faces da alegria eterna.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

sábado, 26 de novembro de 2011

VOCÊ E OS OUTROS



Amigo, atendamos ao apelo da fraternidade.

Abra a própria alma às manifestações generosas para com todos os seres, sem trancar-se na torre de falsas situações, à frente do mundo.

A pretexto de viver com dignidade, não caminhe indiferente ao passo dos outros.

Busque relacionar-se com as pessoas de todos os níveis sociais, erguendo amigos além das fronteiras do lar, da fé religiosa e da profissão.

Evite a circunspecção constante e a tristeza sistemática que geram a frieza e sufocam a simpatia.

Não menospreze a pessoa mal vestida nem a pessoa bem posta.

Não crie exceções na gentileza, para com o companheiro menos experiente ou menos educado, nem humilhe aquele que atenta contra a gramática.

Não deixe meses, sem visitar e falar aos irmãos menos favorecidos, como quem lhe ignora os sofrimentos.

Não condiciones as relações com os outros ao paletó e à gravata, às unhas esmaltadas ou aos sapatos brilhantes, que possam mostrar.

Não se escravize a títulos convencionais nem amplie as exigências da sua posição em sociedade.

Dê atenção a quem lha peça, sem criar empecilhos.

Trave conhecimento com os vizinhos, sem solenidade e sem propósito de superioridade.

Faça amizades desinteressadamente.

Aceite o favor espontâneo e preste serviço, também sem pensar em remuneração.

Ninguém pode fugir à convivência da Humanidade.

Saiba viver com todos, para que o orgulho não lhe solape o equilíbrio.

Quem se encastela na própria personalidade é assim como o poço de água parada, que envenena a si mesmo.

Seja comunicativo.

Sorria à criança.

Cumprimente o velhinho.

Converse com o doente.

Liberte o próprio coração, destruindo as barreiras de conhecimento e fé, título e tradição, vestimenta e classe social, existentes entre você e as criaturas e a felicidade, que você fizer para os outros, será luz da felicidade sempre maior, brilhando em seu caminho.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Apostilas da Vida.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
5a edição. Araras, SP: IDE, 1993.


AMAR AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO



O Cristianismo, fundamentado no conceito sublime do "amar ao próximo como a si mesmo", abriu as primeiras portas da compaixão e da misericórdia aos portadores de lepra, nos dias difíceis dos séculos passados. Proliferaram, assim, os lazaretos,onde cada recém-chegado era considerado como "se fosse o próprio Cristo que ali se hospedava", passando a receber a caridade da assistência e o socorro do amor fraterno. Muito deve a Humanidade a esses primeiros hospitais, se levarmos em consideração a época de ignorância e promiscuidade, de imundície e indiferença humana, em que se multiplicaram.
*
Se o passado é nossa sombra de dor, o futuro significa a nossa primavera de bênçãos, conforme o presente ao nosso alcance. As trevas cedem ante a luz, e o sofrimento desaparece em face à alegria da esperança e ao consolo da consciência em tranqüilidade. Ninguém paga além do débito a que se vincula. O amor, porém, é o permanente haver, em clima de compensação de todas as desgraças quer por acaso hajamos semeado, recompensando-nos o espírito pelo que fizermos em nome do bem e realizarmos em prol de nós mesmos.
*
Não receies, nem temas, nunca! O pântano desprezível é desafio ao nosso esforço para mudar-lhe o aspecto, e a aridez do deserto é incitação à nossa capacidade de transformá-la em jardim de esperanças e em pomar de bênçãos...Imprescindível começar agora a nossa obra de aprimoramento interior, enquanto surge a oportunidade favorável. Amanhã, talvez seja tarde demais, e o minuto valioso já se terá esvaído na ampulheta do tempo. Cada coração é nosso momento de produzir. Cada sofrimento é a nossa quota de reparação. O adversário significa o solo a trabalhar, esperando por nós, enquanto o amigo é dádiva de que nos devemos utilizar com respeito e elevação.

Espírito Victor Hugo
De Divaldo P. Franco em "Sublime Expiação"

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

AUTO-ENCONTRO

A ansiosa busca de afirmação da personalidade leva o indivíduo, não raro, a encetar esforços em favor das conquistas externas, que o deixam frustrado, normalmente insatisfeito.

Transfere-se, então, de uma para outra necessidade que se lhe torna meta prioritária, e, ao ser conseguida, novo desinteresse o domina, deixando-o aturdido.

A sucessão de transferências termina por exauri-lo, ferindo-lhe os interesses reais que ficam á margem.

Realmente, a existência física é uma proposta oportuna para a aquisição de valores que contribuem para a paz e a realização do ser inteligente. Isto, porém, somente será possível quando o centro de interesse não se desviar do tema central, que é a evolução.

Para ser conseguida, faz-se imprescindível uma avaliação de conteúdos, a fim de saber-se o que realmente é transitório e o que é de largo curso e duração.

Essa demorada reflexão selecionará os objetivos reais dos aparentes, ensejando a escolha daqueles que possuem as respostas e os recursos plenificadores.

Hoje, mais do que antes essa decisão se faz urgente, por motivos óbvios, pois que, enquanto escasseiam o equilíbrio individual e coletivo, a saúde e a felicidade, multiplicam-se os desaires e as angústias ceifando os ideais de enobrecimento humano.
*
Se de fato andas pela conquista da felicidade, tenta o auto-encontro.

Utilizando-te da meditação prolongada, penetrar-te-ás, descobrindo o teu ser real, imortal, que aguarda ensejo de desdobramento e realização.

Certamente, os primeiros tentames não te concederão resultados apreciáveis.

Perceberás que a fixação da mente na interiorização será interrompida, inúmeras vezes, pelas distrações habituais do intelecto e da falta de harmonia.

Desacostumado a uma imersão, a tua tentativa se fará prejudicada pela irrupção das idéias arquivadas no inconsciente, determinantes de tua conduta inquieta, irregular, conflitiva.
*
Concordamos que a criatura é conduzida, na maior parte das vezes, pelo inconsciente, que lhe dita o pensamento e as ações, como resultado normal das próprias construções mentais anteriores.

A mudança de hábito necessita de novo condicionamento, a fim de mergulhares nesse oceano tumultuado, atingindo-lhe o limite que concede acesso às praias da harmonia, do auto descobrimento, da realização interior.

Nessa façanha verás o desmoronar de muitas e vazias ambições, que cultivas por ignorância ou má educação; o soçobrar de inúmeros engodos; o desaparecer de incontáveis conflitos que te aturdem e devastam.

Amadurecerás lentamente e te acalmarás, não te deixando mais abater pelo desânimo, nem exaltar pelo entusiasmo dos outros.

Ficarás imune à tentação do orgulho e à pedrada da inveja, à incompreensão gratuita e à inimizade perseguidora, porque somente darás atenção à necessidade de valorização do ser profundo e indestrutível que és.

Terminarás por te venceres, e essa será a tua mais admirável vitória.

Não cesses, portanto, logo comeces a busca interior, de dar-lhe prosseguimento se as dificuldades e distrações do ego se te apresentarem perturbadoras.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1994.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

INFERNO ANTES


Reportar-se muita gente ao inferno, além do sepulcro, no entanto, é imperioso lembrar o inferno que nós mesmos criamos antes do berço.

Em verdade, se somos individualmente examinados depois do túmulo, não será lícito esquecer que a Justiça Divina nos observa igualmente em nossa expressão grupal.

Dessa forma, nas linhas da experiência doméstica, no campo da luta humana, quase sempre enxameiam, junto aos espíritos encarnados, aquelas almas desprevenidas que com eles se acumpliciaram na delinqüência e que, em lhes precedendo os passos na viagem da morte, não se fizeram ausentes.

E o tempo, o juiz que premia méritos e retifica defeitos, reúne nas telas da vida espiritual antigos companheiros de viciação e de ignorância, investindo cada um na parcela de sofrimento, indispensável à precisa reparação.

Renteando com a morada terrena, dolorosos processos de purgação e acrisolamento aglutinam os seres imprevidentes que, tomados de aflição e loucura, suplicam a bênção da volta à carne, para o trabalho do recomeço.

Diante disso, o mesmo tempo, em nome de Deus, confere de novo aos desertores do bem a suspirada ocasião para o reajuste, orientando-lhes o retorno através de reaproximações gradativas.

Desse modo, pais e filhos, cônjuges e parentes, superiores e subalternos, irmãos e amigos renascem, uns ao lado dos outros, na hora justa, cada qual suportando o quinhão de dor regenerativa que lhes é adjudicado.

E enfermidades e provas, separações e amarguras, mutilações e desastres, aleijões e infortúnios surgem, portas adentro das instituições e dos lares, tanto quanto nos elos da consangüidade e nos laços afetivos.

Fruto do passado delituoso a expiação pede a todos serenidade e renúncia para que o horizonte se aclare na recomposição do destino.

Saibamos render culto constante ao amor fraterno, auxiliando sem paga, porque somente construindo alegria dos outros é que edificaremos o caminho ditoso que nos liberte, enfim, das algemas da sombra para a bênção da luz.

Autor: Emmanuel

Livro: Vida em Vida

Psicografia: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos

Fonte: http://www.comunidadeespirita.com.br/

terça-feira, 15 de novembro de 2011

ESPALHAMENTO OBSESSIVO - RAUL TEIXEIRA - 1/2

Descrição:

Na primeira parte desta magnifica palestra, Raul Teixeira fala sobre o conhecimentos das influências espirituais e as tendências à negligência geral, também faz um alerta quanto ao comodismo em face da ação negativa de desencarnados desarmonizados e as proporções alarmantes e preocupantes das perturbações espirituais. Também fala do espalhamento das obsessões e do despreparo das pessoas com relação a elas, mesmo as espíritas, faz observações importantes sobre o paradoxo do crescimento de grupos e igrejas religiosos e paralelo a isso observa-se o aumento paralelo do contingente de obsessos entre outros temas relevante.

Também discorre sobre Allan Kardec e o capítulo XXIII d' O Livro dos Médiuns: Das Obsessões, explica sobre os três degraus das obsessões: simples, fascinação e subjugação. Estratégias dos obsessores para envolver as suas presas , afinidades existentes entre obsessor e obsidiado, meios de defesa contra ações infelizes dos obsessores e finalmente sobre as propostas de Jesus Cristo que devem ser praticadas para servirem como vacina à perturbação obsessiva.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

EMISSÃO DE PENSAMENTOS



Toda mente tem um transmissor incomparável estruturado para emitir ondas longas ou curtas, metragem e microformas, com a sua linguagem específica, de acordo com as necessidades. Mesmo que queiramos, nunca conseguiremos parar de pensar, pois a mente é um dínamo sagrado ligado à suprema inteligência universal, pela qual flui, ininterruptamente, a vontade de Deus.

Procuremos analisar os pensamentos desde os seus princlplos mais rudimentares, e notaremos que somente co-participamos, com muita eficiência, na sua engenhosa formação e transmissão de idéias. Contudo, quase somos realistas ao aceitarmos as nossas responsabilidades de ajudar na emissão dos pensamentos em direção aos nossos semelhantes.

Pensar é viver, e viver melhor é pensar conscientemente, fazendo o que nos toca com mais perfeição. A estupenda energia dos pensamentos cria formas admiráveis, alimenta uma gama de coisas sem precedentes, atuando em todas as linhas do metabolismo, harmonizando todos os mundos celulares, se sua formação congênita é o amor e a caridade em suas variadas extensões.

O espírito é o centro energético de atividades imensuráveis, reguladas por leis justas, de modo a manter o corpo na mais perfeita harmonia. Ele emite para suas formas diversas correntes sutis, potencializando todo o agregado do soma, tanto quanto dos corpos de mais alta freqüência vibratória. A projeção é feita pela mente, ante os canais sustentadores da vida. Reflitamos sobre o bem ou o mal que poderemos fazer, no uso daquilo que é mais sagrado na nossa vida - pensar, emitir idéias, e estas se consubstanciarem em valores pelo verbo, e este se identificar pela escrita, onde poderá se transformar em fonte sublimada para a paz da consciência e o bem de todos os semelhantes.

Vigiemos, pois, nossas emissões mentais. Todo esforço neste sentido é louvável, mesmo que não atinjamos totalmente a pureza desejada. Já é um pouco de luz a despontar no coração e na inteligência dos operários do bem, na reconstrução da personalidade envolvida no engano, por influência da ignorância, e para esse trabalho, divino por excelência, não é preciso nos reportarmos à puberdade do espírito, que está perdida na profusão do tempo e do espaço, porque a sua própria razão se esgota, quando tenta perceber a embriologia espiritual de si mesmo.

Avancemos com os conhecimentos que temos em mãos. Eles nos dão, mesmo na sua simplicidade, meios para iniciarmos os primeiros passos na grande escalada infinita da evolução. A mente só cria, igualmente, imagens compatíveis com a sua própria estrutura espiritual, na formação do eu. O Pai não Se esqueceu dos estabilizadores, de modo que as voltagens etéricas surgem no cenário do cérebro, conectadas no volume justo a ser suportado pelo ser pensante. Daí, é que ajustamos essa idéia aos ensinamentos do "Evangelho, que comenta, em certo trecho: "Não são colocados fardos pesados em ombros frágeis".

A massa encefálica é o topo da cruz humana, e nela se encrava um astro divino, que se manifesta, em parte, por acanhados sentidos; e as idéias oriundas dessa claridade semeiam vida por toda a lavoura biológica. E essa vida se expressa por escalas infinitas, de acordo com a sua maturidade, que é conhecida pelo que a alma pensa, pelo que faz, pelo que vive.

A nossa mente atinge todo o corpo físico através dos pensamentos, que encontram seus reatores nos variados plexos, para depois acionar as glândulas responsáveis por todo o conjunto orgânico. Se as emissões dos pensamentos forem boas, todo o templo do espírito estará em paz. Se não, sofreremos, hoje ou amanhã, as nefastas connseqüências causadas pelas invigilâncias do inquilino do corpo. Deveremos dar início, se não temos costume ainda, ao cultivo do amor, da alegria pura, das emoções superiores, da caridade e do perdão, da tolerância e da solidariedade para com todas as criaturas. Essas tentativas, por nós iniciadas, darão ensejo a um bom ambiente para a consciência interna nos ajudar a plasmar, no flóreo clarão divino que entra em nós, idéias de alta elevação espiritual, tornando-nos livres da velha sombra que nos acompanha há milênios, denominada ignorância.

Espírito Miramez

domingo, 13 de novembro de 2011

MENSAGEM DE BEZERRA DE MENEZES (Psicofonia pelo médium Divaldo Pereira Franco, no 3º Congresso Espírita Brasileiro)

Descrição:

Mensagem mediúnica do Espírito Bezerra de Menezes pelo médium Divaldo Pereira Franco, no encerramento do 3º Congresso Espírita Brasileiro em Brasilia/DF, no dia 18/04/2010.


MENSAGEM DE CHICO XAVIER (Psicografia do médium Wagner Gomes da Paixão, no 3º Congresso Espírita Brasileiro)

Descrição:

Mensagem de Chico Xavier, psicografia do médium Wagner Gomes da Paixão, realizada durante o 3º Congresso Espírita Brasileiro, no dia 18/04/2010, na cidade de Brasília/DF.


UM TANTO MAIS - ANDRÉ LUIZ ( Psicografia e voz de Chico Xavier)

Descrição:

Mensagem de reflexão do Espírito André Luiz, psicografada pelo médium Chico Xavier.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A CAMINHO DA LUZ

Descrição:

Bibliossíntese é um projeto do Portal Luz Espírita (www.luzespirita.org.br) cujo objetivo primordial é fazer uma rápida amostragem do conteúdo do específico livro, sem a pretensão de substituir a leitura da referida obra.

Nesta edição, temos um apanhado da História da humanidade sob o olhar de Emmanuel, conforme o livro ditado a Chico Xavier: "A CAMINHO DA LUZ".




Clique no link para obter o livro em pdf

http://www.kardec.com/litgratuita/camluz.pdf

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

CARIDADE E RAZÃO



Indiscutivelmente estamos ainda muito longe da educação racional.

Conquanto necessitados de ponderação, agimos, via de regra, sob o impulso de alavancas emotivas acionadas por sugestões exteriores.

De modo geral, muito antes que nos decidamos a discernir, assimilamos idéias que nos são desfechadas por informações e exibições que nem sempre se vinculam à verdade e passamos a esposar opiniões que, comumente, nos induzem a desastres morais no comboio da existência.

Habitua-te a essa realidade e não te entregues às impressões tumultuárias que porventura te visitem o coração. Com isso, não te queremos pedir para que te transformes em palmatória de corrigenda ou para que apresentes ouvidos de pedra à frente dos semelhantes. Às vezes, há muito mais caridade na atenção que no conselho. Fraternalmente, escuta o que se te diga e observa o que vês, sem escandalizar os interlocutores ou ferir os companheiros de romagem terrestre, opondo-lhes censuras ou contraditas que apenas lhes agravariam as dificuldades e os problemas. Ao invés disso, aprendamos a filtrar aquilo que nos alcance o campo íntimo, aproveitando os elementos que se façam úteis aos outros e a nós mesmos, e esquecendo tudo - mas realmente tudo - o que não nos sirva à construção do melhor.

Conversação, na essência, é permuta de almas. Através da palavra, damos e recebemos. Isso, porém, não se refere a doações e recepções teóricas.

Entendendo-nos uns com os outros, fornecemos e adquirimos determinados recursos de espírito, que influirão em nossa conduta e a nossa conduta forma a corrente de planos, coisas , encontros e realizações que nos determinarão o destino. Escolha de hoje no livre-arbítrio será conseqüência amanhã. Causa de agora será resultado depois.

Cultivemos harmonia, à frente de tudo e de todos; no entanto é preciso que essa atitude de entendimento não exclua de nossa personalidade o otimismo irradiante, a sinceridade construtiva, o reconforto da intimidade e a alegria de viver. Em suma, diante de todos e de tudo, deixemos que a caridade nos ilumine o crivo da razão, a fim de que não venhamos a perder os melhores valores do tempo e da vida, por ausência de equilíbrio ou falta de amor.

Livro: Encontro Marcado
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier


domingo, 6 de novembro de 2011

2012 - APOCALIPSE E O FIM DO MUNDO NA VISÃO ESPÍRITA E CIENTÍFICA - Nazareno Feitosa


Descrição:

Profecias, 2012, apocalipse, Fim dos Tempos: Esclarecimentos à luz da Ciência e da Doutrina que nos ajudam a nos informar melhor, desmistifcar exageros e tranquilizar nossos corações. Jesus está no leme: "Por que temeis? Acaso não estou Eu convosco?."

Veja mais em www.palestrasespiritas.blogspot.com


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

ESCREVER NA TERRA



"E, tornando a inclinar, escrevia na terra." - João 8:8

Quanta gente não abusará dos recursos da escrita, para veicular imposições e difundir enganos na Terra?

Quantos espíritos, mesmo desencarnados, valem-se dessa oportunidade para atender a venenosos caprichos individuais?

Aqui, escreve-se para a consecução de determinados objetivos inferiores; além, aproveitam-se publicações para o mercado de propósitos subalternos.

Quantas vezes nós mesmos teremos movimentado o jornal ou o livro, pretendendo impor nossa interpretação individual?

Quem escreve precisará lutar contra numerosos monstros que ameaçam o espírito.

É indispensável guardar-se todos os dias.

E, nessa vigilância justa, será razoável lembrar a posição de Jesus, que não nos deixou livros ou pergaminhos, legando-nos, apesar disso, os tesouros da vida imperecível.

Importa, considerar, no entanto, que o Mestre Divino escreveu na terra.

Nunca encontraste o simbolismo profundo desse gesto de Cristo?

Quem poderá passar no Planeta sem grafar alguma coisa nos caminhos do mundo?

Nem todo homem gravará páginas, mas todos escreverão na terra a história de sua passagem comum.

No campo, traçará leiras, plantará árvores, modificará paisagens; nas cidades, construirá oficinas, instituirá universidades, levantará edifícios.

A Terra é o grande livro que o Senhor nos deu aos serviços de formação espiritual.

Ainda que não percebas, estás escrevendo diariamente.

Se já não és criança de entendimento frágil, se já tens o contato do Cristo, não te descuidas da escrita diária.

Vê o que gravas nas páginas da vida.

Tuas mãos e atitudes gravam sempre, a todo minuto, com as tintas luminosas ou escuras do coração.

A terra está registrando o que fazes. Não manches o livro que o Pai nos confiou.

Livro: Plantão da Paz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

SOCORRO E BENEVOLÊNCIA



Socorro e benevolência!...


Curioso examinar como é fácil seguir o caminho da caridade até o meio; tão fácil que o princípio dele é acessível a qualquer um. Isso, porque, se o início das boas obras pode realizar-se através de impressões externas, a complementação deve ser feita no cerne da vida íntima.


Mobilizaremos recursos materiais, diminuindo o infortúnio de companheiros que a penúria vergasta; no entanto, a fim de aprendermos as lições da bondade, é forçoso lhes saibamos doar, tanto quanto possível, esforço e presença pessoal, na solução dos problemas que lhes digam respeito.


Partilharemos dissabores e aflições dos vizinhos, especialmente quando a própria tranqüilidade nos permita articular bons conselhos, mas, para que o nosso testemunho de fraternidade seja completo, cabe-nos regozijar-nos sinceramente quando se mostram felizes, sem qualquer necessidade de nosso auxílio.


Estimaremos a prestação de gentileza às pessoas que se nos façam atraentes pela humildade que evidenciem; contudo, é forçoso sustentar o mesmo concurso afetivo junto daqueles que a revolta e a obsessão nos apresentem como sendo criaturas menos simpáticas.


Alegrar-nos-emos com as tarefas da assistência social quando vantagens diversas nos assegurem euforia do corpo e alma; entretanto, para demonstrarmos compreensão de solidariedade real, é preciso saber olvidar enxaqueca e desgosto, a fim de sorrir encorajando os irmãos em lides expiatórias.


Caridade, indiscutivelmente, é a senda do amor; contudo, para alcançar a vitória espiritual a que ela nos guia, é necessário trilhá-la dos júbilos do começo às dificuldades do fim.



Livro: Encontro Marcado

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier


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