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terça-feira, 27 de setembro de 2011

TRANSCOMUNICAÇÃO

Descrição:

Entrevista de Sonia Rinaldi ao Programa Em Cima do Fato.

LUIZ ANTÓNIO GASPARETTO (psicopictografia)

Descrição:

Exibição de pintura mediúnica realizada no Centro de Desenvolvimento Espiritual "Os Caminheiros", onde, através da mediunidade de Luiz Antônio Gasparetto, os mestres imortais da pintura nos brindaram com sua arte, nos provando a realidade incontestável da vida além da morte.

EXISTE UM PLANO DIVINO PARA VOCÊ - Calunga

Descrição:

Calunga falando por intermédio de Luiz Gasparetto sobre o plano Divino que Deus tem para você.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O FAROL




O Farol


Livro: Rosângela
Rosângela Costa Lima & J. Raul Teixeira



Contemplo, à distância, em pleno alto mar, a construção de pedras, rígida. É um farol, destinado a orientar o rumo dos viajores, no seio das noites escuras, transladando-se em suas embarcações.

Lá está ele para servir, para advertir, para salvar...

O mar agigantado inquieto, ataca-o com suas vagas enormes.

No fluxo e refluxo das ondas, o farol continua a fulgir, imperturbável.

Sequer se importuna com os continuados e perigosos golpes que lhe desfere o mar, uma quer que seu objetivo é servir.

* * * * *

Meu amigo, no mar de experiências vultosos, onde você se encontra, aprendendo a trabalhar e brilhar, cooperando, não se permita desalento ou desistência indevida, em face da gama de problemas pelos rugidos ameaçadores das tentações diárias. Continue a fazer a sua parte, a contribuir com a claridade que pode projetar, mesmo que mínima, para que demonstre o seu valor moral, sem medo.

Veja o exemplo do farol em pleno mar!.

Quando o navegante avança no seio da noite ampla, não se detém mirando o avultado estuário das águas. Observa tão somente a luz acima que lhe aponta o rumo.

Aprenda a fazer luz. Muitos precisam de você... Mire-se no farol!


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

21 DE SETEMBRO - DIA MUNDIAL DA PAZ (Não só hoje!... Sejamos a Paz!)










A PAZ NO MUNDO


Para o mundo conquistar e viver na Paz, faz-se necessário construir, e viver a paz através do auto-conhecimento, onde cada consciência encontra dentro de si os verdadeiros tesouros infindáveis do amor no coração, reconhecendo-se como ser divino, completo, imortal e único no Universo, pois somente quando conhecemos e amamos a nós mesmos, é que podemos amar e respeitar nosso próximo, cada um em sua própria limitação, conforme nos ensina o Cristo e de perfeita concordância com Sócrates o qual dizia com frequência: "Conhece-te a ti mesmo."


Alexandre Mariano

20-09-2011





AMOR E PAZ


“O que realmente importa é a vitória da Luz, a vitória do Amor e da Paz sobre a Terra.”


O estado do mundo reflecte a mente de seus habitantes, porque são os habitantes que fazem o mundo.




Os nossos pensamentos geram acções e as nossas acções geram pensamentos nos outros.

Sejamos a transformação que queremos ver no mundo, e pelo exemplo, outros nos seguirão.

É tempo de erradicar a dor e o sofrimento do mundo, através da nossa reforma íntima, vivenciando as leis imutáveis do Criador.



Deolinda de Almeida

20-09-2011


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

MENSAGEM DE PAZ



Mensagem de Paz


Emmanuel & Francisco Cândido Xavier


    Na aplicação de qualquer receita destinada à composição da felicidade, não se esqueças do aviso de que a felicidade nasce de ti mesmo.

    Não aguardes do mundo a segurança que tão somente poderá ser construída por ti mesmo,dentro de ti.

    Nunca menospreze o trabalho que a vida te confiou.

    A tarefa que desempenhas hoje é a base de seu apoio futuro.

    Aceita-te como és e com aquilo de que disponhas para realizar o melhor que possas.

    Observa sempre que não existe criatura alguma destituída de valor e da qual não venhas a necessitar algum dia.

    Quanto possível, conserva a luz da virtude que te norteia a elevação, mas não permitas que a tua virtude viva sem escadas para descer ao encontro daqueles que se debatem sob a ventania da adversidade a te pedirem socorro e compreensão.

    Se fiel ao campo da verdade que abraças, sem desconsiderar a parte da verdade em que os outros se encontram.



    Usa a paciência nas pequenas dificuldades para que não te falte serenidade nas grandes crises que todos somos levados a facear nas trilhas do tempo.

    Não te apegues aos anseios da juventude, nem te acomodes com o cansaço de muitos que ainda não aprenderam a viver com a criatividade da madureza.

    Recorda que até hoje ninguém descobriu o ponto de interação onde termina a fadiga e começa a ociosidade.

    Em qualquer tempo exercita a fortaleza espiritual para que as tuas energias não se dissolvam, de inesperado, quando as calamidades da experiência humana se façam inevitáveis.

    Resigna-te a transitar no mundo, entre os que se te revelem na condição de opositores naturais aos teus pontos de vista, mas não formes inimigos nem cultives ressentimentos. Não abuses e nem brinques com os sentimentos alheios.

    Guarda a tua paz, ainda mesmo nas grandes lutas. Não creias em pessimismo e derrota, solidão e abandono, porque se amas conforme determinam as Leis do Universo, descobrirás a beleza e a alegria em qualquer circunstância e em qualquer parte da Terra.

    E jamais desesperes, porquanto sejas quem sejas e estejas onde estiveres, ninguém te pode furtar o privilégio da imortalidade e nem te arredar do Esquema de Deus.

    Fonte: http://www.mensagemdeluz.kit.net/

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O PROGRESSO



O Progresso

Livro: Rosângela
Rosângela Costa Lima & J. Raul Teixeira


    O progresso que você busca tanto pode apresentar-se como coisa complexa, quanto pode mostrar-se como algo singelo. Nem sempre, porém, você lhe concede a devida importância.

    O pranto da dor se torna progresso, quando você aprende a sorrir venturoso, após sofrer as refregas educativas.

    A decepção inesperada que lhe maltrata se faz progresso, na medida em que você se aconselha com a cautela, transformando-se no indivíduo verdadeiramente amadurecido para a vida.

    A carência de qualquer ordem, que lhe constrange hoje, ser-lhe-á elemento de progresso, se você aprender as lições da morigeração dos hábitos, como abençoada vitória sobre o próprio desequilíbrio.

    A doença que lhe traz tantos dissabores, atualmente, converter-se-á em progresso de sua alma, quando forjar em seu íntimo o respeito à saúde, numa vivência salutar continuada.

    A solidão com que você custa a habituar-se nos dias de agora, se bem compreendida, constituir-se-á um vultoso progresso, ensinando-lhe a confeccionar a tecitura dos verdadeiros amores do futuro.

    A morte do corpo, que altera disposições e anelos, deixando vazio e friagem na alma dos que ficam no mundo das formas, transfaz-se em ocasião de progresso, se você consegue dela fazer a mensageira da renovação e da operosidade, preenchendo o vazio com trabalho pelo semelhante e aquecendo a frialdade com a chama do amor com que se dedique aos misteres enobrecedores da atividade humana, desligando-se do egoísmo enfermante.

    Avance, portanto, valendo-se de todos os ensejos que o seu tempo lhe oferece, estruturando o seu desenvolvimento, certo de que todas as suas aflições e problemas, lutas e conquistas, compõem a inextrincável malha do progresso de qual não se poderá evadir.

    Reflita e não se detenha mirando somente o ângulo aparentemente infeliz das circunstâncias em que você se encontre. O progresso decorre de vários lances vividos pelo ser ao longo dos dias, para toda a existência. É da lei!

    Fonte: http://www.mensagemdeluz.kit.net/

domingo, 11 de setembro de 2011

O SUICÍDIO E O ESPIRITISMO





O SUICÍDIO e o ESPIRITISMO


“O suicida, é um homem sem esperança, porque perdeu a fé... ou a deixou sobrepujar pela ideia, terrivelmente enganadora, de que a morte era o fim libertador!”


O termo suicídio define um comportamento ou acto que visa a antecipação da própria morte. Essencialmente, ele resulta de um processo em que a dor psicológica intensa, consequência de acontecimentos que tornam a vida dolorosa e/ou insuportável, em que deixam de existir quaisquer soluções que permitam escapar a um processo de introspecção, que deixa como única solução a morte do próprio indivíduo. Este processo desenvolve-se, regra geral, gradualmente num sentido negativo provocando um estado dicotómico em que passam a existir apenas duas soluções possíveis para um problema ou situação: viver ou morrer.


Concorrem para este comportamento factores psicológicos diversos, entre os quais se destacam a depressão, o abuso de drogas ou álcool, doenças do foro psicológico, tais como esquizofrenia e distúrbio de stress pós-traumático, entre outros.


A Organização Mundial de Saúde estima em 150 milhões os deprimidos do mundo. É de notar que entre os mais acometidos, neste capítulo das depressões, se encontram os pastores evangélicos e os psiquiatras, entre os quais as taxas de suicídio são oito vezes maiores do que no resto da população. Estes números parecem indicar que, na realidade, ninguém salva ninguém e que as religiões ditas salvadoras nem a si mesmas se salvam.


Segundo a visão do sociólogo Émile Durkheim, podemos falar de três tipos de suicídio:


O egoísta –

é aquele que resultaria de uma individualização excessiva nas sociedades onde a moral se esforça para incutir no indivíduo a ideia do seu grande valor, fazendo com que a sua personalidade se sobreponha à colectiva. O egoísmo é tema estudado nas obras básicas da Doutrina Espírita em diversas oportunidades. Assim, no cap. XI de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Emmanuel ensina que o egoísmo é a chaga da Humanidade, o objectivo para o qual todos os verdadeiros crentes devem dirigir as suas armas, suas forças e sua coragem. Coragem porque é preciso mais coragem para vencer a si mesmo do que para vencer os outros. Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, relaciona o egoísmo à perda de pessoas amadas, à vida de isolamento, às desigualdades sociais, às ingratidões, ao problema da fome e aos laços de família.


O altruísta –

é aquele praticado nos meios onde o indivíduo deve abrir mão da sua personalidade e ter espírito de abnegação e entrega de si às causas colectivas.

Por exemplo, o espírito militar, que exige que o indivíduo esteja desinteressado de si mesmo em função da defesa patriótica. Nesse particular a questão n.º 951 de O Livro dos Espíritos comenta que todo o sacrifício feito à custa da sua própria felicidade é um acto soberanamente meritório aos olhos de Deus, porque é a prática da lei da caridade. Ora, a vida sendo o bem terrestre ao qual o homem atribui maior valor, aquele que a renuncia para o bem do seu semelhante não comete um atentado: ele faz um sacrifício. Mas, antes de o cumprir, ele deve reflectir se a sua vida não pode ser mais útil que a sua morte.


O anónimo –

é aquele que ocorre nos meios onde o progresso é e tem que ser rápido, levando a ambições e desejos ilimitados. O dever de progredir tira do homem a capacidade de viver dentro de situações limitadas, tira-lhe a capacidade de resignação e, consequentemente, tem-se o aumento dos descontentes e irrequietos. A doutrina espírita não poderia omitir-se face a este tema e são várias as obras básicas da Codificação que se debruçam sobre a resignação humana.


Factores Desencadeadores e Sinais de Alerta


A tentativa de suicídio ou o suicídio em si não têm uma causa específica, mas sim um conjunto de factores actuando sobre um indivíduo com transtornos emocionais graves. Na lista que se segue estão alguns dos factores que podem agir como desencadeadores:


Crise de identidade

Baixa auto-estima

Distúrbios psiquiátricos (depressão)

Crises familiares (separação dos pais, violência doméstica, alcoolismo de um dos pais, doença grave ou morte)

Falta de apoio no meio familiar

Perda de um familiar ou amigo querido

Crise disciplinar com os pais, na escola ou no trabalho

Situações de desapontamento, rejeição ou humilhação

Separação com o namorado ou cônjuge

Fracasso em alguma actividade valorizada

Exposição ao suicídio (meios de comunicação, família, comunidade...)

Falta de esperança

Abuso físico ou sexual

Abuso de drogas

Gravidez indesejada

Instrumentos disponíveis em casa (arma carregada, comprimidos para dormir...)


Sinais de alerta


A maioria das pessoas que tentam o suicídio ou o levam a termo, demonstram a sua intenção de alguma forma:


Sinais verbais:


Não quero viver mais.

A vida já não tem sentido.

Não vou criar mais problemas a ninguém.

Em breve o meu sofrimento vai acabar.

Gostaria de estar morto.

Ninguém se importa se estou vivo ou morto.


Planeamento:


Inventário dos bens.

Ritual de despedida ( cartas, e -mails, etc.)


Comportamentos na escola ou no trabalho:


Declínio na produção, absentismo, pouca concentração.

Comportamentos rebeldes repentinos.

Abordagem de temas sobre a morte.

Perda de interesse em actividades antes agradáveis.


Comportamento interpessoal:


Abandono das relações habituais.

Mudanças repentinas nas relações.

Evita envolvimento com amigos e encontros sociais.

As pessoas que apresentavam um quadro depressivo e repentinamente melhoram devem ser observadas com atenção, principalmente se demonstram algumas atitudes acima descritas, como o inventário dos bens. Esta súbita alegria pode ser devida ao facto de que concluíram que não têm outra saída e encontraram a solução para os seus problemas: o suicídio.


O SUICÍDIO e as CRIANÇAS


O Suicídio e as Crianças


Existem três etapas diferentes na infância para a interpretação da morte:

· Até aos 5 anos a criança não tem a noção da morte definitiva, não reconhece que a morte envolve a total cessação da vida e não compreende a não reversibilidade da morte.

· Entre os 5 e os 9 anos há uma forte tendência para personificar a morte. É compreendida como irreversível, porém não como inevitável.

· Só entre os 9 e os 10 anos a criança reconhece a morte como cessação das actividades do corpo e como inevitável. Somente na adolescência será capaz de apreender verdadeiramente o conceito de morte e o significado da vida.


Nos Estados Unidos da América (EUA) o suicídio é considerado como a 4ª causa mais frequente de óbitos em adolescentes. A taxa de suicídios entre adolescentes nos EUA aumentou mais de quatro vezes da década de 50 à de 90. Nos anos 50, em cada 100 mil pessoas entre os 15 e os 19 anos apenas 2,7 se matavam por ano. Agora, esse número é de 11,1. Os índices de suicídio em jovens adultos (dos 20 aos 24 anos) duplicaram no mesmo período.

Segundo uma pesquisa efectuada pelo governo dos EUA, o aumento dos índices de suicídio entre os jovens ocorreu em todos os segmentos da população, contudo é possível constatar picos quando algum personagem famoso se mata e o facto recebe grande cobertura dos meios de comunicação.


“Espera pelo amanhã, quando o teu dia se te apresente sombrio e apavorante. Se te parecem insuportáveis as dores, lembra-te de Jesus, ora, aguarda e confia”.


SUICÍDIO

O LIVRO DOS ESPÍRITOS


O Suicídio e o Espiritismo

944. Tem o homem o direito de dispor da sua vida?

“Não, só a Deus assiste esse direito. O suicídio voluntário transforma-se numa transgressão desta lei.”


944 a) Não é sempre voluntário o suicídio?

“O louco que se mata não sabe o que faz.”


945. Que se deve pensar do suicídio que tem como causa o desgosto da vida?

Insensatos! Por que não se esforçavam? A existência não lhes teria sido tão pesada.”


946. E do suicídio cujo fim é fugir, aquele que o comete, às misérias e às decepções deste mundo?

“Pobres espíritos, que não têm a coragem de suportar as misérias da existência! Deus ajuda aos que sofrem e não aos que carecem de energia e de coragem. As tribulações da vida são provas ou expiações. Felizes os que as suportam sem se queixar, porque serão recompensados! Ai, porém daqueles que esperam a salvação do que, na sua impiedade, chamam acaso, ou fortuna! O acaso, ou a fortuna, para me servir da linguagem deles, podem, com efeito, favorecê-los por um momento, mas para lhes fazer sentir mais tarde, cruelmente, a vacuidade dessas palavras.”


957. Quais são, em geral, em relação ao estado do Espírito, as consequências do suicídio?

“Muito diversas são as consequências do suicídio. Não há penas determinadas e, em todos os casos, correspondem sempre às causas que o produziram. Há, porém, uma consequência a que o suicida não pode escapar: é o desapontamento. Mas, a sorte não é a mesma para todos; depende das circunstâncias. Alguns expiam a falta imediatamente, outros em nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam”. (...)


A afinidade que permanece entre o Espírito e o corpo produz, nalguns suicidas, uma espécie de repercussão do estado do corpo no Espírito, que, assim, a seu mau grado, sente os efeitos da decomposição, donde lhe resulta uma sensação cheia de angústias e de horror, estado esse que também pode durar pelo tempo que devia durar a vida que sofreu interrupção. Não é geral este efeito; mas, em caso algum, o suicida fica isento das consequências da sua falta de coragem e, cedo ou tarde, expia, de um modo ou de outro, a culpa em que incorreu.


Assim é que certos Espíritos, que foram muito desgraçados na Terra, disseram ter-se suicidado na existência precedente e submetido voluntariamente a novas provas para tentarem suportá-las com mais resignação. Em alguns verifica-se uma espécie de ligação à matéria, de que inutilmente procuram desembaraçar-se, a fim de voarem para mundos melhores, cujo acesso, porém, se lhes conserva interdito. A maior parte deles sofre o pesar de haver feito uma coisa inútil, pois que só decepções encontram.


A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário às leis da Natureza. Todas nos dizem, em princípio, que ninguém tem o direito de abreviar voluntariamente a vida. Entretanto, por que não se tem esse direito? Por que não é livre o homem de pôr termo aos seus sofrimentos? Ao Espiritismo estava reservado demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram que o suicídio não é uma falta, somente por constituir infracção de uma lei moral, consideração de pouco peso para certos indivíduos, mas também um acto estúpido, pois que nada ganha quem o pratica, antes o contrário se dá, como no-lo ensinam, não a teoria, porém os factos que ele nos revela.


Conclusão


Era de se esperar que, com o avanço da civilização, o homem tomasse consciência das verdades imutáveis e da razão por que estamos a viver, neste mundo, uma vida material. Isto não acontece no entanto, verificando-se a incidência de taxas de suicídio tanto mais elevadas, quanto mais evoluídas são as comunidades!


Este facto denuncia-nos que, na sua maioria, a causa está no afastamento de Deus da vida humana, na quebra do sentido e da necessidade de aperfeiçoamento e ainda no desconhecimento de que o sofrimento é o melhor meio que temos ao nosso alcance, para obtermos cada vez mais elevação espiritual, preferindo fazer com que o desânimo predomine, apoderando-se da vontade e conduzindo o homem à tresloucada resolução do suicídio, na esperança de que assim acabará tudo, deixando de sofrer, deleitando-se nesta enganosa libertação.


Como os homens estão enganados! E a surpresa não se fará esperar e será dolorosa, angustiante, porque em breve verificarão que a “morte” não é o fim absoluto, mas apenas o fim de uma etapa da vida... como se fosse o fim de um acto, da infinita cena da vida, que, para cada um, será uma comédia ou uma tragédia e esta o será sempre, para todos aqueles que recorram ao suicídio.


SUICÍDIO

PERGUNTAS E RESPOSTAS


O Suicídio: Perguntas e Respostas


Quais as principais motivações que podem levar alguém ao suicídio nos dias de hoje?


A primeira delas é a falta da noção da Ideia de Deus. O restante é tudo consequência, como por exemplo uma noção deturpada da vida após a morte. Hoje, como consequência destas duas ideias citadas acima, vemos as pessoas a procurar necessidades que as fazem sofrer por não atingir o padrão que os meios de comunicação e a sociedade impõem; estes cobram das criaturas que elas tenham determinado padrão de beleza, determinado padrão social, determinado padrão de cultura determinado padrão de pensamentos e se as pessoas não alcançam este padrão, entram num desânimo, num sentimento de menos valia, na depressão e daí, como lhes faltam o conhecimento da Ideia de Deus e de Suas Leis, para o suicídio faltam poucos passos, pois a noção de mundo espiritual também é frágil.


Todo aquele que se suicida sofre muito ao chegar ao plano espiritual, ou existe alguma excepção a esta regra?


Cada caso é um caso. Não podemos esquecer que mesmo o suicídio sendo um crime, as Leis de Deus usarão todos os nossos créditos que tenhamos no sentido do socorro. Por exemplo, pode existir uma pessoa que se tenha suicidado por qualquer razão, mas que traga alguns méritos, de ser um indivíduo trabalhador, honesto, de ter sido bom pai, de ter auxiliado as pessoas, até aquela data. É claro que este será visto de maneira diferente daquele que não traz nenhuma qualidade, pois ele próprio dificultará o socorro.


Ao reencarnar, absorvemos uma quantidade de fluido vital. O suicida antecipa a sua morte. Como se extingue, então, este fluido?


Com o passar do tempo, este fluido vai se extinguindo neles. Muitas vezes pode levar até anos. No Livro "Memórias de Um Suicida" vemos que os suicidas que estão na região chamada Vale dos Suicidas, que já é uma região de socorro, pois os suicidas ali estão a ser monitorizados, quando estes fluidos começam a extinguir-se, eles tornam-se capazes de perceber o socorro junto deles, e é nestas horas que são levados para ambientes hospitalares no Plano Espiritual. No livro citado, o Hospital Maria de Nazaré.


No caso de uma criança, por volta dos 12/13 anos, que consequências terá para ela o suicídio?


O erro é sempre um erro, mas a percepção desse erro estará na medida do entendimento daquele que errou, pois muitas das vezes a criança que se mata fá-lo sem a devida noção dos seus actos, até mesmo as leis humanas as olham de maneira diferente quando apreciam os seus erros e crimes.


O suicida carrega para outra vida a recordação "inconsciente" deste acto? Esta recordação pode fazer surgir, em algum momento da sua vida, este desejo novamente?


O suicida em determinada época já reencarnado, se trazia no mundo espiritual plena consciência após ser socorrido, traz com ele não só o mapa das expiações, consequência directa do suicídio, como também a necessidade da prova, e é nessas horas que encontra situações semelhantes àquela que o fizeram desistir da luta, procurando o suicídio. Embora não exista uma regra, o facto se dá quase sempre numa idade próxima daquela em que ocorreu o suicídio.


No suicídio inconsciente (tabagismo, alcoolismo) o espírito terá de sofrer-lhe também as consequências, embora minoradas. Como entender as penas deste?


Sofrerá as consequências de ter lesado determinadas partes do seu corpo, como também sofrerá as consequências morais de ter cedido as paixões que o levou ao vício.


Como ajudar uma pessoa que diz que pretende se suicidar? É indicado um tratamento com psicólogo para estes casos?


Há necessidade de se usar todos os recursos de que se puder dispor para cada caso específico. A psicologia será de grande auxílio, alguns casos será necessário até o auxílio da psiquiatria (nos casos de depressão) mas não podemos esquecer que o conhecimento da Doutrina Espirita, fortalecendo em nós a ideia de Deus e mostrando-nos que não vale a pena o suicídio como porta de saída, será sempre o antídoto perfeito contra o suicídio, principalmente porque poderemos valer-nos não só dos conhecimentos, da fluidoterapia que nos recompõem corpo e mente, como também nos indicará o trabalho do bem como elemento sustentador da nossa harmonia íntima. Diz Kardec, no livro A Viagem Espírita de 1862 da editora "O Clarim" que muitos poderiam rir das nossas crenças na Doutrina Espírita, mas jamais poderiam rir quando vissem homens transformados. O Espírito Hilário Silva no livro O Espírito de Verdade (FEB), conta-nos uma história, que ocorreu na França no tempo de Kardec, de um livreiro que manda para Kardec um livro ricamente encadernado e narra na dedicatória que estava prestes a suicidar-se, atirando-se ao rio Sena, quando tocou em algo que caiu no chão. Era O Livro dos Espíritos e na contracapa estava escrito: “Este livro salvou a minha vida”. Curioso, ele leu o livro e quando o remeteu a Kardec acrescentou: “Também salvou a minha.”


DEPOIMENTOS de SUICIDAS


Camilo Castelo Branco, in Memórias de um Suicida (Ivone A. Pereira)


“(...) O vale dos leprosos, lugar repulsivo da antiga Jerusalém de tantas emocionantes tradições, e que no orbe terráqueo evoca o último grau da abjecção e do sofrimento humano, seria consolador estágio de repouso comparado ao local que tento descrever. Pelo menos, ali existiria solidariedade entre os renegados! Os de sexo diferente chegavam mesmo a amar-se! Adoptavam-se em boas amizades, irmanando-se no seio da dor para suavizá-la! Criavam a sua sociedade, divertiam-se, prestavam-se favores, dormiam e sonhavam que eram felizes!


Mas no presídio de que vos quero dar contas nada disso era possível, porque as lágrimas que se choravam ali eram ardentes demais para se permitirem outras atenções que não fossem as derivadas da sua própria intensidade!


No vale dos leprosos havia a magnitude compensadora do Sol para retemperar os corações! Existia o ar fresco das madrugadas com seus orvalhos regeneradores! Poderia o precito ali detido contemplar uma faixa do céu azul! ... Seguir, com o olhar enternecido, bandos de andorinhas ou de pombos que passassem em revoada! (...)


Mas na caverna onde padeci o martírio que me surpreendeu além do túmulo, nada disso havia!

Aqui, era a dor que nada consola, a desgraça que nenhum favor ameniza, a tragédia que ideia alguma tranquilizadora vem orvalhar de esperança! Não há céu, não há luz, não há sol, não há perfume, não há tréguas!


Antero de Quental


“Ah! Que se soubessem por que preço pagamos a libertação pelo suicídio, ninguém se suicidaria!


Os maiores martírios da Terra são doces consolações em comparação com os mais suaves sofrimentos de um suicida!


E é porque Deus castigue? Não, é porque tem de ser.


É da lei. É fatal como é da lei girar a Terra no seu eixo, e as estrelas na sua órbita.


Esse sofrimento não é cego e igual. É harmónico, equitativo, justo, como é justo, equitativo e harmónico tudo o que obedece à lei imutável do Universo, que Deus firmou com a sua vontade e perfeição.


E nós, aí na Terra, a querermos apreciar com a nossa inteligência microscópica a grandeza do infinito!


É querermos iluminar o mundo na treva de uma noite, com a luz de uma lamparina!


Avalias tu, ou alguém, o que é o infinito?


Se avaliares, terás apreciado Deus e a sua obra!”


Fonte: http://www.nervespiritismo.com/suicidio_e_o_espiritismo-.html

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