Nota

A Doutrina Espírita nos convida ao estudo; mas alerta-nos que sem Obras nunca seremos verdadeiramente ESPÍRITAS.

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

DE CORAÇÃO PURO

"Amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro." - (I PEDRO, 1:22.)
Espíritos levianos, em todas as ocasiões, deram preferência às interpretações maliciosas dos textos sagrados.
O "amai-vos uns aos outros" não escapou ao sistema depreciativo. A esfera superior, entretanto, sempre observa a ironia à conta de ignorância ou infantilidade espiritual das criaturas humanas.
A sublime exortação constitui poderosa síntese das teorias de fraternidade.
O entendimento e a aplicação do "amai-vos" é a meta luminosa das lutas na Terra. E a quantos experimentam dificuldade para interpretar a recomendação divina temos o providencial apontamento de Pedro, quando se reporta ao coração puro.
Conhecem os homens alguns raios do amor que não passam de réstias fugidias, a luzirem através das muralhas dos interesses egoísticos, porque a maioria das aproximações de criaturas, na Crosta da Terra, inspiram-se em móveis obscuros e mesquinhos, no terreno dos prazeres fáceis ou das associações que se dirigem para o lucro imediatista.
O amor a que se refere o Evangelho é antes a divina disposição de servir com alegria, na execução da Vontade do Pai, em qualquer região onde permaneçamos.
Muita gente afirma que ama, contudo, logo que surjam circunstâncias contra os seus caprichos, passa a detestar.
Gestos que aparentavam dedicação convertem-se em atitudes do interesse inferior.
Relativamente ao assunto, porém, o apóstolo fornece a nota dominante da lição. Amemo-nos uns aos outros, ardentemente, mas guardemos o coração elevado e puro.
XAVIER, Francisco Cândido. Vinha de Luz. Pelo Espírito Emmanuel. 14.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996. Capítulo 90.
Fonte: http://www.reflexoesespiritas.org

Extraído de: http://espirito-de-cura.blogspot.pt

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

EVOLUÇÃO HUMANA - CRIANÇAS ÍNDIGO E CRISTAL (Espírito e Vida)

Descrição: Novas crianças estão nascendo com características fisiológicas e psicológicas surpreendentes para os estudiosos do comportamento humano. Abordagens diferentes estão revelando a existência de crianças que possivelmente estão evoluindo a humanidade da Terra. Neste vídeo, Nilo Emerenciano entrevista Irandê Lira sobre a compreensão espírita das crianças índigo e cristal.

"Parte da transição e atualização pela qual estamos passando pode ser percebida, através de uma observação atenciosa que possamos dar às experiências oferecidas para nós, por algumas destas novas crianças que estão nascendo recentemente na Terra. Elas fazem parte de um projeto de renovação da vida dentro do Reino Humano da Terra e, atualmente, têm sido reconhecidas como Índigo, Cristal, Esmeralda, Dourada, etc... Pois apresentam tonalidades de cores de auras sutis destacadas e harmônicas para os seus propósitos existenciais.

Talvez, uma das principais mensagens que estas crianças estão nos trazendo é aquela que nos faz olhar mais para além das fronteiras do nosso limitado planeta. Talvez, já tenhamos alguma maturidade suficiente para lidarmos conscientemente com a vida cósmica e com outras humanidades mais evoluídas abertamente. Com as novas revelações espirituais que estão associando as experiências destas crianças a propósitos celestiais, poderíamos nos sentir agraciados sempre que estivermos diante destas crianças pois, em verdade, são elas que estão introduzindo no planeta uma nova forma de 'SER' humano."

(Do livro "COMANDO ESTRELINHA, Temas Transcendentais", págs 121, 122, 261 e 262, Horácio Netho, Ed. Alfabeto, 2012)

"Com o atual processo de transição cósmica em pleno andamento, transmigrações de seres entre mundos diferentes estão ocorrendo. A raça humana terrena está recebendo uma nova codificação genética que possibilitará experiências supranaturais para aqueles que estiverem em sua órbita. Neste ínterim, várias crianças estão em adaptação, na Terra, para assumirem as suas posições evolutivas, num futuro breve. Auxiliarão os seres humanos terrenos e o próprio planeta a manifestarem as leis que regem a vida superior cósmica que estão sendo implantadas. São portadores de Luz Estelar. Vários seres humanos de outras civilizações mais elevadas estão dirigindo as suas consciências para experiências neste planeta, decorrente da sua abertura de portais em direção aos desígnios da Confederação Intergaláctica."

(Do livro "VIA CORAÇÃO, caminhos da transformação", pág 203, Horácio Netho, Ed. Alfabeto, 2011)

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

EM FAVOR DE VOCÊ MESMO


Aprenda a ceder em favor de muitos, para que alguns intercedam em seu benefício nas situações desagradáveis.

Ajude sem exigência para que outros o auxiliem, sem reclamações.

Não encarcere o vizinho no seu modo de pensar; dê ao companheiro oportunidade de conceber a vida tão livremente quanto você.

Guarde cuidado no modo de exprimir-se; em várias ocasiões, as maneiras dizem mais que as palavras.

Refira-se a você o menos possível; colabore fraternalmente nas alegrias do próximo.

Evite a verbosidade avassalante; quem conversa sem intermitências, cansa ao que ouve.

Deixe ao irmão a autoria das boas idéias e não se preocupe se for esquecido, convicto de que as iniciativas elevadas não pertencem efetivamente a você, de vez que todo bem procede originariamente de Deus.

Interprete o adversário como portador de equilíbrio; se precisamos de amigos que nos estimulem, necessitamos igualmente de alguém que indique os nossos erros.

Discuta com serenidade; o opositor tem direitos iguais aos seus.

Se você considerar excessivamente as críticas do inferior, suporte sem mágoa as injunções do plano a que se precipitou.

Seja útil em qualquer lugar, mas não guarde a pretensão de agradar a todos; não intente o que o próprio Cristo ainda não conseguiu.

Defrontado pelo erro, corrija-o primeiramente em você, e, em seguida, nos outros, sem violência e sem ódio.

Se a perfídia cruzar seu caminho, recuse-lhe a honra da indignação examine-a, com um sorriso silencioso, estude-lhe o processo calmamente e, logo após, transforme-a em material digno da vida.

Ampare fraternalmente o invejoso; o despeito é indisfarçável homenagem ao mérito e, pagando semelhante tributo, o homem comum atormenta-se e sofre.

Habitue-se à serenidade e a fortaleça, nos círculos da luta humana; sem estas conquistas dificilmente sairá você do vaivém das reencarnações inferiores.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.

Fonte: http://www.espirito.org.br

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A PUREZA DE JESUS E SEU GOVERNO PLANETÁRIO

Os adversários do Espiritismo estão sempre à procura de contradições nas obras Kardequianas [1] com o intuito de causar desconfianças e polêmicas. Essa busca por inconsistências doutrinárias que possam ser usadas para refutar os argumentos Espíritas é um sintoma natural de incômodo, visto que como opositores da Doutrina Espírita, eles não poderiam ficar alheios à aceitação que os princípios espiritistas estão tendo na sociedade.

Entretanto, como não conseguem encontrar incoerências, muitas vezes utilizam-se de artifícios como a ligação forçada entre textos, que são propositadamente separados de seu contexto na tentativa de criar uma discrepância entre o que está escrito e o que é veiculado. É o que aconteceu com as palavras contidas no livro “A Gênese” em que o codificador declarou que considerava Jesus um Espírito Superior da mais alta hierarquia: “considerando-o apenas um Espírito superior, não podemos deixar de reconhecê-lo um dos de ordem mais elevada” [2]. Muitos desses irmãos viram nessa afirmativa de Kardec um meio para demonstrar que ele identificava Jesus como um Espírito pouco elevado, diferentemente do que geralmente é difundido no meio espírita. Pertencente à segunda ordem, a dos espíritos superiores de acordo com a classificação hierárquica proposta em o “Livro dos Espíritos” (L.E), Jesus não seria então um Espírito puro de primeira ordem.

Dessa forma, o Espiritismo, na opinião desses nossos irmãos, na realidade diminui a importância da personalidade de Jesus colocando-o como tendo uma autoridade limitada com relação ao orbe terreno, tendo sido apenas um simples instrutor moralista e caridoso. Pertencendo ainda a ordem dos espíritos superiores, o mestre de Nazaré ainda teria provações a suportar naquela época, o que segundo esses irmãos opositores, seria a explicação Espírita para o sofrimento do Mestre.

E para respaldar ainda mais essa apreciação errônea, eles geralmente colocam ao lado da afirmação de Kardec, a questão 98 do “L.E” onde se lê:

“Os Espíritos da segunda ordem só têm o desejo do bem; terão também o poder de fazê-lo? — Eles têm esse poder, de acordo com o grau de sua perfeição: uns possuem a ciência; outros a sabedoria e a bondade. Todos, entretanto, ainda têm provas a sofrer”.

Essa resposta dada pelos Espíritos à primeira vista parece realmente corroborar com o raciocínio desses antagonistas, demonstrando uma clara contradição entre o que os Espíritas divulgam a respeito da figura de Jesus e o que realmente a Doutrina Espírita ensina.

Infelizmente, muitos admiradores do Espiritismo não se dão ao trabalho de examinarem com mais atenção o texto na sua íntegra, diretamente do livro e caem nessa armadilha. Os não espíritas passam a acreditar que encontraram mais um argumento de oposição ao Espiritismo e divulgam esse sofisma sem nenhum critério.

Todavia, as palavras de Allan Kardec foram desconectadas intencionalmente, separadas de seu conjunto com a finalidade de validar raciocínios falsos, acerca do que realmente ensina o Espiritismo sobre Jesus e sua condição evolutiva.

No mesmo capítulo do livro “A gênese” de onde foi manipulada a afirmativa do codificador, podemos encontrar o verdadeiro sentido das palavras de Kardec:

“Como homem, tinha a organização dos seres carnais; porém, como Espírito puro, desprendido da matéria, havia de viver mais da vida espiritual, do que da vida corporal, de cujas fraquezas não era passível.”

Agora podemos compreender o que Kardec queria explicar quando ressaltou que a superioridade de Jesus era da “mais alta hierarquia”: demonstrar nesse trecho, omitido pelos opositores, que Jesus era um Espírito Puro, ou seja, dentre os Espíritos superiores o Rabi da Galileia estava na mais alta posição hierárquica em pureza e autoridade.  Pertencendo dessa forma, à primeira ordem:

“Na primeira ordem, podemos colocar os que já chegaram à perfeição: os Espíritos puros. Na segunda, estão os que chegaram ao meio da escala: o desejo do bem é a sua preocupação. Na terceira, os que estão ainda na base da escala: os Espíritos imperfeitos, que se caracterizam pela ignorância, o desejo do mal e todas as mais paixões que lhes retardam o desenvolvimento”. (questão 97 do L.E)

No Livro o céu e o Inferno Cap.3 item 12 Lê-se o seguinte: “Os puros Espíritos são os Messias ou mensageiros de Deus pela transmissão e execução das suas vontades. Preenchem as grandes missões, presidem à formação dos mundos e à harmonia geral do Universo, tarefa gloriosa a que se não chega senão pela perfeição. Os da ordem mais elevada são os únicos a possuírem os segredos de Deus, inspirando-se no seu pensamento, de que são diretos representantes”.

Jesus como um Espírito puro, foi escolhido por Deus para formar a terra e governa-la, encaminhando a evolução das criaturas que aqui vivem. Ele tem toda a autoridade outorgada pelo criador relativamente a este orbe, assim sendo, Jesus segundo o Espiritismo é o CRISTO PLANETÁRIO.

Ele é a representação do Pai que podemos ter acesso, a essência mais próxima de Deus que podemos suportar. Essa afirmação pode até aparentemente sugerir que Deus está muito distante do homem, entretanto, o Espiritismo ensina que Deus é uma inteligência infinita que interpenetra todas as coisas e está até dentro de nós e por meio da oração podemos entrar em sintonia com o nosso criador. Porém, Jesus, devido ao nosso estado evolutivo encontrasse mais próximo das necessidades diretas do nosso orbe, assim como tambem os anjos ou, como dizemos os espíritos superiores. Por isso, na questão 625 do L.E, Jesus é considerado o mais perfeito modelo a ser seguido.

Para a Doutrina Espírita Jesus não teve outras encarnações na terra, não necessitando resgatar débitos nem passar por provações, mas, como um Espírito puro pôde encarnar na nossa esfera, incumbência que Ele mesmo si impôs. [3]

Jefferson Moura de Lemos

[1] Lembramos que o código Kardequiano não se restringe aos cinco livros que normalmente são divulgados, mas, abrange ainda outros volumes: O que é o Espiritismo, Viagem Espírita de 1862, Obras Póstumas, o Principiante Espírita, A Obsessão, O Espiritismo na sua expressão mais simples, Instrução prática sobre as manifestações espíritas (foi substituída pelo Livro dos Médiuns). Incluindo-se tambem a Revista Espírita, um periódico lançado pelo codificador em 1858 e que esteve sob a sua direção até o seu desencarne.

[2] A Gênese: os milagres e as predições segundo o Espiritismo. Cap. XV item 2.

[3] “Os Espíritos já purificados descem aos mundos inferiores? “Fazem-no frequentemente, com o fim de auxiliar-lhes o progresso. A não ser assim, esses mundos estariam entregues a si mesmos, sem guias para dirigi-los.” (O Livro dos Espíritos, questão 233).

Fonte: https://jeflemos.wordpress.com

terça-feira, 13 de outubro de 2015

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

ONDE ESTÁ O AMOR?

"É necessário trazer o coração sob a luz da verdadeira fraternidade,
 para reconhecer que somos irmãos uns dos outros, filhos de um só Pai."
(Emmanuel) 

domingo, 12 de julho de 2015

JESUS E ESPIRITISMO


É imprescindível entender que nos achamos convidados pelo Cristo de Deus, através de Allan Kardec, para compreender auxiliando e renovar amando e iluminando, instruindo e abençoando na edificação do Mundo Novo.
E é incontestável o fato de que somos livres por dentro de nós, na escolha de decisões e diretrizes.
Autor: Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Mediunidade e Sintonia
Fonte: http://www.oespiritismo.com.br

O Homem - Roberto Carlos
https://www.youtube.com/watch?v=F0SpbY-4ZGA

quarta-feira, 8 de julho de 2015

O *AMOR* É A GRANDE RESPOSTA PARA QUALQUER VIDA

Descrição:

"Um projeto do Instituto Mário Penha"

Acessando o site doepalavras.com.br você poderá enviar uma mensagem de otimismo, amor, esperança e carinho para os pacientes em tratamento de câncer dos hospitais Mário Penna, Luxemburgo e Casa de Apoio Beatriz Ferras.

Ao enviar a mensagem pelo site, esta aparecerá em tempo real nas TVs e telões espalhados pelos ambientes dos hospitais. Às vezes, uma única palavra pode dar força e encorajamento aos pacientes que lutam contra o câncer.

Não perca tempo, é simples, rápido e você estará ajudando alguém a vencer esta batalha com as suas palavras. Vamos ajudá-los a acreditar na cura e no amor ao próximo. 

Eu já mandei a minha, e você?

Acesse: http://boacao.wix.com/grupo


    

Extraído de: http://espirito-de-cura.blogspot.pt

sábado, 13 de junho de 2015

ENERGIA DO PENSAMENTO

Descrição:

Trata-se de relatos onde mostra-se a jornada do dia-a-dia das pessoas. Onde palavras e atitudes podem mudar uma cadeia de acontecimentos, moldando o futuro. Escrevendo nova história em nossas vidas, usando a Lei da Atração, com a força do pensamento e ações positivas, chegaremos às realizações.

Baseado no livro: "VOCÊ PODE CURAR SUA VIDA"
Por: LOUISE L HAY, autora americana motivacional.


terça-feira, 5 de maio de 2015

O MUNDO E O MAL


“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres  do mal.”  —  Jesus. (JOÃO, 17: 15.)

Nos centros religiosos, há sempre grande número de pessoas preocupadas com a idéia da morte. Muitos companheiros não crêem na paz, nem no amor, senão em planos diferentes da Terra. A maioria aguarda situações imaginárias e injustificáveis para quem nunca levou em linha de conta o esforço próprio.

O anseio de morrer para ser feliz é enfermidade do espírito.

Orando ao Pai pelos discípulos, Jesus rogou para que não fossem retirados do mundo, e, sim, libertos do mal.

O mal, portanto, não é essencialmente do mundo, mas das criaturas que o habitam.

A Terra, em si, sempre foi boa. De sua lama brotam lírios de delicado aroma, sua natureza maternal é repositório de maravilhosos milagres que se repetem todos os dias.

De nada vale partirmos do planeta, quando nossos males não foram exterminados convenientemente. Em tais circunstâncias, assemelhamo-nos aos portadores humanos das  chamadas moléstias incuráveis. Podemos trocar de residência; todavia, a mudança é quase nada se as feridas nos acompanham. Faz-se preciso, pois, embelezar o mundo e aprimorá-lo, combatendo o mal que está em nós.

Ditado pelo Espírito Emmanuel. Do livro 'Caminho, Verdade e Vida'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Extraído de: http://anjo-de-resgate.blogspot.pt

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O EGOÍSMO E O ORGULHO

O EGOÍSMO E O ORGULHO - Suas causas, seus efeitos e os meios de destruí-los.
É bem sabido que a maior parte das misérias da vida tem origem no egoísmo dos homens. Desde que cada um pensa em si antes de pensar nos outros e cogita antes de tudo de satisfazer aos seus desejos, cada um naturalmente cuida de proporcionar a si mesmo essa satisfação, a todo custo, e sacrifica sem escrúpulo os interesses alheios, assim nas mais insignificantes coisas, como nas maiores, tanto de ordem moral, quanto de ordem material. Daí todos os antagonismos sociais, todas as lutas, todos os conflitos e todas as misérias, visto que cada um só trata de despojar o seu próximo. O egoísmo, por sua vez, se origina do orgulho. A exaltação da personalidade leva o homem a considerar-se acima dos outros.
Julgando-se com direitos superiores, melindra-se com o que quer que, a seu ver, constitua ofensa a seus direitos. A importância que, por orgulho, atribui à sua pessoa, naturalmente o torna egoísta.
O egoísmo e o orgulho nascem de um sentimento natural: o instinto de conservação. Todos os instintos têm sua razão de ser e sua utilidade, porquanto Deus nada pode ter feito inútil. Ele não criou o mal; o homem é quem o produz, abusando dos dons de Deus, em virtude do seu livre-arbítrio. Contido em justos limites, aquele sentimento é bom em si mesmo. A exageração é o que o torna mau e pernicioso. O mesmo acontece com todas as paixões que o homem frequentemente desvia do seu objetivo providencial. Ele não foi criado egoísta, nem orgulhoso por Deus, que o criou simples e ignorante; o homem é que se fez egoísta e orgulhoso, exagerando o instinto que Deus lhe outorgou para sua conservação.
Não podem os homens ser felizes, se não viverem em paz, isto é, se não os animar um sentimento de benevolência, de indulgência e de condescendência recíprocas; numa palavra: enquanto procurarem esmagar-se uns aos outros. A caridade e a fraternidade resumem todas as condições e todos os deveres sociais; uma e outra, porém, pressupõem a abnegação. Ora, a abnegação é incompatível com o egoísmo e o orgulho; logo, com esses vícios, não é possível a verdadeira fraternidade, nem, por conseguinte, igualdade, nem liberdade, dado que o egoísta e o orgulhoso querem tudo para si.
Eles serão sempre os vermes roedores de todas as instituições progressistas; enquanto dominarem, ruirão aos seus golpes os mais generosos sistemas sociais, os mais sabiamente combinados. É belo, sem dúvida, proclamar-se o reinado da fraternidade, mas, para que fazê-lo, se uma causa destrutiva existe? Ë edificar em terreno movediço; o mesmo fora decretar a saúde numa região malsã. Em tal região, para que os homens passem bem, não bastará se mandem médicos, pois que estes morrerão como os outros; insta destruir as causas da insalubridade. Para que os homens vivam na Terra como irmãos, não basta se lhes deem lições de moral; importa destruir as causas de antagonismo, atacar a raiz do mal: o orgulho e o egoísmo.
Essa a chaga sobre a qual deve concentrar-se toda a atenção dos que desejem seriamente o bem da Humanidade. Enquanto subsistir semelhante obstáculo, eles verão paralisados todos os seus esforços, não só por uma resistência de inércia, como também por uma força ativa que trabalhará incessantemente no sentido de destruir a obra que empreendam, por isso que toda ideia grande, generosa e emancipadora, arruína as pretensões pessoais.
Impossível, dir-se-á, destruir o orgulho e o egoísmo, porque são vícios inerentes à espécie humana. Se fosse assim, houvéramos de desesperar de. todo progresso moral; entretanto, desde que se considere o homem nas diferentes épocas transcorridas, não há negar que evidente progresso se efetuou. Ora, se ele progrediu, ainda naturalmente progredirá. Por outro lado, não se encontrará homem nenhum sem orgulho, nem egoísmo? Não se veem, ao contrário, criaturas de índole generosa, em quem parecem inatos os sentimentos do amor ao próximo, da humildade, do devotamento e da abnegação?
O número delas, positivamente, é maior do que o dos egoístas; se assim não fosse, não seriam estes últimos os fautores da lei. Há muito mais criaturas dessas do que se pensa e, se parecem tão pouco numerosas, é porque o orgulho se põe em evidência, ao passo que a virtude modesta se conserva na obscuridade.
Se, portanto, o orgulho e o egoísmo se contassem entre as condições necessárias da Humanidade, como a da alimentação para sustento da vida, não haveria exceções. O ponto essencial, pois, é conseguir que a exceção passe a constituir regra; para isso, trata-se, antes de tudo, de destruir as causas que produzem e entretêm o mal.
Dessas causas, a principal reside evidentemente na ideia falsa que o homem faz da sua natureza, do seu passado e do seu futuro. Por não saber donde vem, ele se crê mais do que é; e não sabendo para onde vai, concentra na vida terrena todo o seu pensar; acha-a tão agradável, quanto possível; anseia por todas as satisfações, por todos os gozos; essa a razão por que atropela sem escrúpulo o seu semelhante, se este lhe opõe alguma dificuldade. Mas, para isso, é preciso que ele predomine; a igualdade daria, a outros, direitos que ele só quer para si; a fraternidade lhe imporia sacrifícios em detrimento do seu bem-estar; a liberdade também ele só a quer para si e somente a concede aos outros quando não lhe fira de modo algum as prerrogativas. Alimentando todos as mesmas pretensões, têm resultado os perpétuos conflitos que os levam a pagar bem caro os raros gozos que logram obter.
Identifique-se o homem cem a vida futura e completamente mudará a sua maneira de ver, como a do indivíduo que apenas por poucas horas haja de permanecer numa habitação má e que sabe que, ao sair, terá outra, magnífica, para o resto de seus dias.
A importância da vida presente, tão triste, tão curta, tão efêmera, se apaga, para ele, ante o esplendor do futuro infinito que se lhe desdobra às vistas. A consequência natural e lógica dessa certeza é sacrificar o homem um presente fugidio a um porvir duradouro, ao passo que antes ele tudo sacrificava ao presente. Tomando por objetivo a vida futura, pouco lhe importa estar um pouco mais ou um pouco menos nesta outra; os interesses mundanos passam a ser o acessório, em vez de ser o principal; ele trabalha no presente com o fito de assegurar a sua posição no futuro, tanto mais quando sabe em que condições poderá ser feliz.
Pelo que toca aos interesses terrenos, podem os humanos criar-lhe obstáculos: ele tem que os afastar e se torna egoísta pela força mesma das coisas. Se lançar os olhos para o alto, para uma felicidade a que ninguém pode obstar, interesse nenhum se lhe deparará em oprimir a quem quer que seja e o egoísmo se lhe torna carente de objeto. Todavia, restará o estimulante do orgulho.
A causa do orgulho está na crença, em que o homem se firma, da sua superioridade individual. Ainda ai se faz sentir a influência da concentração dos pensamentos sobre a vida corpórea. Naquele que nada vê adiante de si, atrás de si, nem acima de si, o sentimento da personalidade sobrepuja e o orgulho fica sem contrapeso.
A incredulidade não só carece de meios para combater o orgulho, como o estimula e lhe dá razão, negando a existência de um poder superior à Humanidade. O incrédulo apenas crê em si mesmo; é, pois, natural que tenha orgulho. Enquanto que, nos golpes que o atingem, unicamente vê uma obra do acaso e se ergue para combatê-la, aquele que tem fé percebe a mão de Deus e se submete. Crer em Deus e na vida futura é, conseguintemente, a primeira condição para moderar o orgulho; porém, não basta. Juntamente com o futuro, é necessário ver o passado, para fazer ideia exata do presente.
Para que o orgulhoso deixe de crer na sua superioridade, cumpre se lhe prove que ele não é mais do que os outros e que estes são tanto quanto ele; que a igualdade é um fato e não apenas uma bela teoria filosófica; que estas verdades ressaltam da preexistência da alma e da reencarnação.
Sem a preexistência da alma, o homem é induzido a acreditar que Deus, dado creia em Deus, lhe conferiu vantagens excepcionais; quando não crê em Deus, rende graças ao acaso e ao seu próprio mérito. Iniciando-o na vida anterior da alma, a preexistência lhe ensina a distinguir, da vida corporal, transitória, a vida espiritual, infinita; ele fica sabendo que as almas saem todas iguais das mãos do Criador; que todas têm o mesmo ponto de partida e a mesma finalidade, que todas hão de alcançar, em mais ou menos tempo, conforme os esforços que empreguem; que ele próprio não chegou a ser o que é, senão depois de haver, por longo tempo e penosamente, vegetado, como os outros, nos degraus inferiores da evolução; que, entre os mais atrasados e os mais adiantados, não há senão uma questão de tempo; que as vantagens do nascimento são puramente corpóreas e independem do Espírito; que o simples proletário pode, noutra existência, nascer num trono e o maior potentado renascer proletário.
Se levar em conta unicamente a vida planetária, ele vê apenas as desigualdades sociais do momento, que são as que o impressionam; se, porém, deitar os olhos sobre o conjunto da vida do Espírito, sobre o passado e o futuro, desde o ponto de partida até o de chegada, aquelas desigualdades somem e ele reconhece que Deus nenhuma vantagem concedeu a qualquer de seus filhos em prejuízo dos outros; que deu parte igual a todos e não aplanou o caminho mais para uns do que para outros; que o que se apresenta menos adiantado do que ele na Terra pode tomar-lhe a dianteira, se trabalhar mais do que ele por aperfeiçoar-se; reconhecerá, finalmente, que, nenhum chegando ao termo senão por seus esforços, o princípio da igualdade é um princípio de justiça e uma lei da Natureza, perante a qual cai o orgulho do privilégio.
Provando que os Espíritos podem renascer em diferentes condições sociais, quer por expiação, quer por provação, a reencarnação ensina que, naquele a quem tratamos com desdém, pode estar um que foi nosso superior ou nosso igual noutra existência, um. amigo ou um parente. Se o soubesse, o que com ele se defronta o trataria com atenções, mas, nesse caso, nenhum mérito teria; por outro lado, se soubesse que o seu amigo atual foi seu inimigo, seu servo ou seu escravo, sem dúvida o repeliria. Ora, não quis Deus que fosse assim, pelo que lançou um véu sobre o passado. Deste modo, o homem é levado a ver, em todos, irmãos seus e seus iguais, donde uma base natural para a fraternidade; sabendo que pode ser tratado como haja tratado os outros, a caridade se lhe torna um dever e uma necessidade fundados na própria Natureza.
Jesus assentou o princípio da caridade, da igualdade e da fraternidade, fazendo dele uma condição expressa para a salvação; mas, estava reservado à terceira manifestação da vontade de Deus, ao Espiritismo, pelo conhecimento que faculta da vida espiritual, pelos novos horizontes que desvenda e pelas leis que revela, sancionar esse princípio, provando que ele não encerra uma simples doutrina moral, mas uma lei da Natureza que o homem tem o máximo interesse em praticar. Ora, ele a praticará desde que, deixando de encarar o presente como o começo e o flui, compreenda a solidariedade que existe entre o presente, o passado e o futuro. No campo imenso do infinito, que o Espiritismo lhe faz entrever, anula-se a sua importância capital e ele percebe que, por si só, nada vale e nada é; que todos têm necessidade uns dos outros e que uns não são mais do que os outros: duplo golpe, no seu egoísmo e no seu orgulho.
Mas, para isso, é-lhe necessária a fé, sem a qual permanecerá na rotina do presente, não a fé cega, que foge à luz, restringe as ideias e, em consequência, alimenta o egoísmo. É-lhe necessária a fé inteligente, racional, que procura a claridade e não as trevas, que ousadamente rasga o véu dos mistérios e alarga o horizonte. Essa fé, elemento básico de todo progresso, é que o Espiritismo lhe proporciona, fé robusta, porque assente na experiência e nos fatos, porque lhe fornece provas palpáveis da imortalidade da sua alma, lhe mostra donde ele vem, para onde vai e por que está na Terra e, finalmente, lhe firma as ideias, ainda incertas, sobre o seu. passado e sobre o seu futuro.
Uma vez que haja entrado decisivamente por esse caminho, já não tendo o que os incite, o egoísmo e o orgulho se extinguirão pouco a pouco, por falta de objetivo e de alimento, e todas as relações sociais se modificarão sob o influxo da caridade e da fraternidade bem compreendidas.
Poderá isso dar-se por efeito de brusca mudança? Não, fora impossível: nada se opera bruscamente em a Natureza; jamais a saúde volta de súbito a um enfermo; entre a enfermidade e a saúde, há sempre a convalescença. Não pode o homem mudar instantaneamente o seu ponto de vista e volver da Terra para o céu o olhar; o infinito o confunde e deslumbra; ele precisa de tempo para assimilar as novas ideias.
O Espiritismo é, sem contradita, o mais poderoso elemento de moralização, porque mina pela base o egoísmo e o orgulho, facultando um ponto de apoio à moral. Há feito milagres de conversão; é certo que ainda são apenas curas individuais e não raro parciais. O que, porém, ele há produzido com relação a indivíduos constitui penhor do que produzirá um dia sobre as massas. Não lhe é possível arrancar de um só golpe as ervas daninhas. Ele dá a fé e a fé é a boa semente, mas mister se faz que ela tenha tempo de germinar e de frutificar, razão por que nem todos os espíritas já são perfeitos.
Ele tomou o homem em meio da vida, no fogo das paixões, em plena força dos preconceitos e se, em tais circunstâncias, operou prodígios, que não será quando o tomar ao nascer, ainda virgem de todas as impressões malsãs; quando a criatura sugar com o leite a caridade e tiver a fraternidade a embala-lo; quando, enfim, toda uma geração for educada e alimentada com ideias que a razão, desenvolvendo-se, fortalecerá, em vez de falsear? Sob o domínio destas ideias, a cimentarem a fé comum a todos, não mais esbarrando o progresso no egoísmo e no orgulho, as instituições se reformarão por si mesmas e a Humanidade avançará rapidamente para os destinos que lhe estão prometidos na Terra, aguardando os do céu. 

(Do livro "Obras Póstumas", 38, Allan Kardec)

Fonte: http://www.institutoandreluiz.org

Extraído de: http://espirito-de-cura.blogspot.pt

domingo, 12 de abril de 2015

O CAMINHO PARA CASA




O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que as pessoas escalassem o Everest ou fizessem grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros.

Chico Xavier

***

Leva muito tempo para perceber que a felicidade e a infelicidade dependem de você, porque é muito confortável para o ego achar que os outros estão fazendo você infeliz.

Osho

***

Eu permito a todos serem como quiserem, e a mim como devo ser.

Chico Xavier

Extraído de: http://espirito-de-cura.blogspot.pt

Coração preto grosso✿ Michel Pépé - Elixir d'Amour - Retrouvailles‏

https://www.youtube.com/watch?v=pkWpsNffVi4

quinta-feira, 9 de abril de 2015

DEUS ESPERA QUE AMES



Se tiveres um pouco de atenção e olhares em torno de ti, encontrarás os variados meneios da vida que se reportam ao amor do nosso Criador, em cada movimento.

Em toda parte a natureza está sempre oferecendo um pouco mais à vida, em homenagem ao Grande Pai, enquanto também se enriquece de luz, de cores e de harmonia.

Se de longe vires um canteiro, onde medram flores, alcançarás somente os matizes multicores das corolas; porém, se te aproximares sentirás que, quando beijadas pela brisa, as flores exalam benfazejos perfumes, dando um pouco mais em prol da beleza terrena.

Se olhares a exuberante queda d’água, que despenca da montanha, observarás apenas um soberbo espetáculo de força e vigor. Mas, se te acercares dessa catadupa, verás um risonho arco-íris que se desenha sobre as gotículas suspensas no ar, a fim de que, ao refletir os matizes da luz, possa ofertar um pouco mais em favor da beleza planetária.

Contemplas, ao longe, a neve que inspira friagem e desolação, na branca vastidão  do inverno. Se, entanto, chegares mais perto, identificarás as miríades de cristais de formosíssimas estruturas, a refletir os raios do Sol, como pequenos brilhantes pingentes em qualquer lugar, no anseio de cooperar um pouco mais no embelezamento do mundo.

Se olhares o velho tronco de árvore, apodrecido pelo tempo e abandonado, terás à frente dos olhos tão-só um poleiro inusitado de múltiplas aves, no rumo de uma antiga cerca. Entretanto, se te avizinhares, registrarás o ninho aconchegante e bem arranjado que se abriga no oco vetusto, onde os filhotes piam, ensaiando o canto do futuro, a fim de tornar mais belas as paisagens terrestres.

Se, por entre ameaçadores zumbidos, o enxame de abelhas que se agita te deixa temeroso, não consegues te dar conta do que ocorre, de fato. Ao te aproximares, entretanto, encontrarás uma sociedade organizada, com os trabalhos devidamente distribuídos, sob instintivas ordem e obediência, gerando variados produtos para si mesma e para quem mais os possa utilizar, homens e animais, de modo a dar um pouco mais para a formosura do mundo.

Enfim, para onde te voltes, perceberás sempre o louvor que se estabelece em a natureza, dirigido ao nosso Deus.

Procura viver de tal maneira, coração amigo, que possas desmentir qualquer um que, por ver-te de longe, admita que és tão-só alguém à cata de atender às necessidades imediatas, que ajudam a manter o corpo, a espécie e as propriedades que adquiriste com esforços. Todavia, se já sabes o porquê de estares no mundo e o que te trouxe ao corpo carnal, novamente, saberás expressar, para quem se aproxime de ti, o anjo potencializado que és, por enquanto engolfado em árduas lutas humanas por brilhar e crescer, no rumo do Criador, de modo a dar beleza à vida que pulsa na Terra.

Deus quer que ames e que ofereças um pouco mais de ti à vida. Não te afugentes desse destino; não te negues a atender a esse anseio do nosso Pai Celestial. Vem, levanta-te e move-te para incrementar uma vida nova para ti; busca aprender sempre mais, a fim de mais te libertares das cadeias da ignorância; trabalha com afinco e alegria, para te tornares afinado instrumento nas mãos do Senhor, e ama, por fim, porque foste feito a Sua semelhança, e porque não deves mais deter o voo que te fará alcançar o teu próprio destino, destino de felicidade cujos fundamentos se acham no pulsar das constelações.

Rosângela C. Lima

Mensagem psicografada por Raul Teixeira, em 06.03.2006, na Sociedade Espírita Fraternidade, Niterói-RJ.

Fonte: http://www.ceacluz.com.br

Extraído de: http://espirito-de-cura.blogspot.pt

sexta-feira, 3 de abril de 2015

NOVOS DIAS


Nota-se cada vez mais frequente na mídia um tipo de notícia envolvendo jovens.

Talvez você imagine que estamos falando das incidências criminais, de atividades ilícitas ou de comportamentos estranhos.

Porém, embora muitos de nós tenhamos esse tipo de informação na memória, ou mesmo privilegiemos a leitura e os comentários a esse tipo de divulgação, outro é o nosso enfoque.

Falamos daqueles jovens, adolescentes que, antes dos seus vinte anos, já demonstram a que vieram no mundo.

São idealistas, nobres de caráter que, com as aquisições intelectuais e morais que trazem na alma, cedo começam a usá-las a benefício do mundo.

Assim acontece com Boyan Slat, o jovem holandês que desenvolveu o protótipo de um equipamento para retirar os resíduos plásticos dos oceanos, usando correntes marítimas naturais e os ventos.

O mesmo se dá com o americano Aidan Dwyer, que desenvolveu um método de captação de energia solar vinte por cento mais eficiente, inspirando-se nas folhas das árvores.

Ou ainda com William Kamkwamba, jovem do Malawi, que usando sucatas, construiu um moinho de vento para gerar energia elétrica e auxiliar sua comunidade, que desse benefício não dispunha.

O que dizer então de Jack Andraka, o norte-americano que, depois que um amigo da família morreu de câncer de pâncreas, ele, usando apenas a Internet, descobriu uma forma barata de detectar a doença antes dela se tornar mortal.

São inúmeros os exemplos dessas almas nobres que vêm nascendo ou renascendo na Terra para construir tempos melhores.
*   *   *

Se os dias em nossa sociedade, muitas vezes, parecem difíceis e tormentosos, tenhamos em mente: é apenas passageiro.

Natural que, em períodos de transição, de transformação da sociedade, haja dicotomias e aparentes incoerências.

Existem os que ainda persistem em viver com valores há muito abandonados pela legislação, pelo progresso e pela sociedade, que acreditam na violência, na castração das ideias, na supressão da liberdade de consciência ou de ação, como ferramentas de uso lícito.

Também os que usam da falsidade de caráter, da desonestidade e do seu poder temporal para a corrupção e enriquecimento desonesto.

Todos esses, porém, têm seus dias contados em nosso planeta.

O progresso há de levá-los de roldão, pois que insistem em não acompanhá-lo.

Novos dias surgem no horizonte da nossa Terra. Jovens, como os citados e tantos outros, anônimos pelas ruas do mundo, são os arautos.

Portanto, façamos também a nossa parte, para que a regeneração e reestruturação do mundo sejam aceleradas.

Abandonemos valores tolos e ultrapassados, que persistamos em carregar n’alma.

Inspiremo-nos com as atitudes dessas almas nobres. E, como trabalhadores da última hora, conforme ilustra Jesus em Sua parábola, contribuamos beneficamente para a Vinha do Senhor.

Dessa forma, o Reino do Bem, conforme prometido por Jesus, haverá de se instalar nas paragens terrenas, a breve tempo.

Redação do Momento Espírita. Em 27.3.2015.

Fonte: http://www.momento.com.br

Extraído de: http://espirito-de-cura.blogspot.pt

quarta-feira, 1 de abril de 2015

SEM MÁGOAS NO CORAÇÃO


Ele era um cardiologista e escritor de sucesso. Mas, era uma pessoa desagradável, amarga e enfezada. Isso era de tal forma visível que, durante um voo, a comissária de bordo lhe sugeriu que lesse o livro Amor e sobrevivência.

Ele ficou envergonhado porque era o autor daquela obra. Escrevera para os outros e não a aplicara para si.

Isso o fez pensar: Por que sou um homem de maus sentimentos? Sou um dos homens mais importantes da América. Por que tenho mau humor?

Deu-se conta que era infeliz porque odiava o próprio pai. Ele não fora carinhoso, nunca lhe dera um abraço, nunca o beijara.

Resolveu acabar com isso para poder ser feliz. Telefonou ao pai e informou que, na próxima semana, iria visitá-lo. Deu o número do voo, a data e hora da chegada.

Quando chegou à cidade, o pai não estava no aeroporto. Dr. Dean ficou muito contrariado. Pegou um táxi, foi até a casa.

O pai estava sentado na sala e não se levantou para falar com ele. Aumentou a sua raiva.

Pai, viajei dois mil quilômetros para falar com você.

Deve ser um motivo muito forte porque nunca me visitou.

O filho foi ficando mais irritado e resolveu despejar toda sua raiva.

Vim aqui para lhe dizer umas verdades. Tenho muita mágoa do senhor porque nunca cuidou de mim com ternura. E, agora, embora eu tenha tudo, me sinto infeliz e a culpa é sua.

Por que a culpa é minha? – Perguntou o pai.

Porque o pai dos outros é carinhoso e você nunca foi.

Foi o momento do pai ponderar:

Meu filho, gosto muito de você e agradeço que honre nosso nome. Sou um camponês, trabalho a terra. Você é importante, anda voando em aviões, nas grandes festas. Seu velho pai continua trabalhando com a enxada.

Você diz que não o abracei, é verdade. Quando sua mãe morreu, você tinha oito anos e resolvi não me casar outra vez para não lhe dar uma madrasta.

Você não sabe o que foi viver solitário por amor a você. Trabalhei no campo, dia e noite para lhe pagar a faculdade. Você nunca me perguntou como é que consegui o dinheiro. Renunciei a todo o conforto para que o meu filho fosse médico.

Você se tornou famoso e nunca se lembrou que tinha um pai velho e doente. Como é que você se atreve a vir na minha casa dizer que não gosta de mim porque não lhe dei abraços?

E por que você, como criança, não me abraçou? Por que você não me beijou?

Dr. Dean despertou: aquele homem extraordinário era o seu herói. Ele morava num lugarejo, continuou trabalhando, respeitando o carinho do filho ingrato. Abraçou-o e pediu perdão.

Nunca o perdoarei. Foi a resposta.

E por que não?

Porque nunca tive mágoa de você. Na condição de pai, sempre o amei. Sei que você era muito inteligente, mas não tinha experiência da vida, que se adquire através do sofrimento e do trabalho. A sua casa continua aqui, meu filho, e o seu pai continua o mesmo.

Concluiu o Dr. Dean: Naquele dia me libertei do orgulho e do egoísmo. Agora, tudo que ensino aos outros, eu faço, porque encontrei a razão da vida.

* * *

Muitas vezes carregamos mágoas tolas, amargurando a própria vida. Nada melhor do que um diálogo franco, aberto, para se ajustar detalhes e melhorar relacionamentos.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base em fatos da vida do Dr. Dean Ornish. Em 1.4.2015.

Fonte: http://www.momento.com.br

Extraído de: http://espirito-de-cura.blogspot.pt


sábado, 21 de março de 2015

PAZ


“Disse-lhes, pois, Jesus, outra vez: Paz seja convosco.”  (JOÃO, 20:21.)

Muita gente inquieta, examinando o intercâmbio entre os novos discípulos do Evangelho e os desencarnados, interroga, ansiosamente, pelas possibilidades da colaboração espiritual, junto às atividades humanas.

Por que razão os emissários do invisível não proporcionam descobertas sensacionais ao mundo?

Por que não revelam os processos de cura das moléstias que desafiam a Ciência?

Como não evitam o doloroso choque entre as nações?

Tais investigadores, distanciados das noções de justiça, não compreendem que seria terrível furtar ao homem os elementos de trabalho, resgate e elevação.

Aborrecem-se, comumente, com as reiteradas e afetuosas recomendações de paz das comunicações do Além-Túmulo, porque ainda não se harmonizaram com o Cristo.

Vejamos o Mestre com os discípulos, quando voltava a confortá-los, do plano espiritual. Não lhe observamos na palavra qualquer recado torturante, não estabelece a menor expressão de sensacionalismo, não se adianta em conceitos de revelação supernatural.

Jesus demonstra-lhes a sobrevivência e deseja-lhes paz.

Será isso insuficiente para a alma sincera que procura a integração com a vida mais alta? Não envolverá, em si, grande responsabilidade o fato de reconhecerdes a continuação da existência, além da morte, na certeza de que haverá exame dos compromissos individuais?

Trabalhar e sofrer constituem processos lógicos do aperfeiçoamento e da ascensão. E que atendamos a esses imperativos da Lei, com bastante paz, é o desejo amoroso e puro de Jesus Cristo.

Esforcemo-nos por entender semelhantes verdades, pois existem numerosos aprendizes aguardando os grandes sinais, como os preguiçosos que respiram à sombra, à espera do fogo-fátuo do menor esforço.

Ditado pelo Espírito Emmanuel. Do livro 'Caminho, Verdade e Vida'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Extraído de: http://anjo-de-resgate.blogspot.pt

quinta-feira, 19 de março de 2015

O TERRORISMO


A Hidra de Lerna, da mitologia grega, na sua insaciável sede de sangue, ressurge, na atualidade, multiplicando-se em forma do hediondo terrorismo.

Os fantasmas do medo, da revolta, das lutas sem quartel, corporificam-se nas massas alucinadas gritando por vingança, sem se importar com o número de vidas que sejam estioladas, nem com as formas cruentas a que sejam submetidas.

Os direitos do homem e da mulher, dolorosamente conseguidos ao largo da História, cedem lugar ao abuso do poder desenfreado, da loucura fanática de minorias infelizes, que acendem o estopim do barril de pólvora dos ódios malcontidos.

Entre as elevadas conquistas do desenvolvimento ético e moral da Terra, destaca-se a liberdade, representada nas organizações políticas pelos regimes democráticos, veladores da honra de bem viver e deixar que os demais também o vivam. Dentre esses direitos inalienáveis, a liberdade de expressão alcançou nível superior para o comportamento humano.

Não há, portanto, limite sagrado ou profano, proibido ou permitido, dependendo, exclusivamente, do estágio intelecto-moral da sociedade e dos seus cidadãos, que optarão pelo ético, pelo saudável e pelo favorável ao desenvolvimento espiritual da Humanidade.

Sofista por excelência e ético na sua essência, Sócrates defendia a liberdade de expressão num período de intolerância e de sujeição, de arbitrariedades, que ele condenava, havendo pago com a nobre existência a elevada condição de exaltar a beleza e a verdade.

Jesus, na Sua ímpar condição, respeitou essa gloriosa conquista – a liberdade de expressão - não se permitindo afetar pelos inditosos comportamentos dos seus opositores contumazes... E fez-se vítima espontânea da crueldade e do primarismo daqueles que O temiam e, por consequência, O odiavam.

Legou-nos, no entanto, no memorável discurso das bem-aventuranças as diretrizes éticas para a conquista da existência feliz através da aquisição da paz. Em momento algum limitou, excruciou ou lutou contra o amadurecimento espiritual do ser humano.

Sua doutrina, conforme previra, foi submetida ao talante dos poderes temporais e transformada em arma terrorista esmagadora que dominou as massas humanas por longos séculos de medo e de horror.

Há pouco mais de duzentos anos, no entanto, a França e, logo depois, os Estados Unidos da América do Norte desfraldaram a bandeira dos direitos à liberdade, à igualdade e à fraternidade. E houve, desde então, avanços incontestes no comportamento dos povos, diversas vezes afogados no sangue dos seus filhos em insurreições internas, em guerras internacionais, embora muitos interesses subalternos, para que lhes fossem preservados esses soberanos direitos. Os temperamentos primários, porém, ainda predominantes em expressivo número de Espíritos rebeldes, incapazes de compreender os valores humanos, têm imposto a sua terrível e covarde adaga em atos de terrorismo, tendo como pano de fundo as falsas e mórbidas confissões políticas e religiosas, que dizem abraçar, espalhando o caos, o terror, nos quais se comprazem.

A força das suas armas destrutivas jamais fixará os seus postulados hediondos, pois que sempre enfrentarão outros grupelhos mais nefastos e sanguinários que os vencerão. Após o triunfo de um bando de bárbaros por um tempo e ei-los desapeados da dominação por dissidentes não menos cruéis...

Assim tem sido na História em todos os tempos.

Os mongóis, por exemplo, conquistaram a Índia, embelezaram-na, realizaram esplendorosas construções como o Taj Mahal, pelo imperador Shah Jahan, a fortaleza dita inexpugnável guardando a cidade e as minas de diamantes da Golconda, enquanto se matavam para manter-se ou para conquistar o trono – filhos que assassinaram os pais ou os encarceraram, ou os enviaram para o exílio, como era hábito em outras nações – para depois sucumbirem sob o guante de outros voluptuosos dominadores mais hábeis e mais selvagens.

Criaram armas terríveis, como os foguetes com lâminas aguçadas e os imensos canhões, terminando vencidos, após algumas glórias, pelas tropas inglesas que invadiram o país, submetendo-o por mais de um século ao Reino Unido, desde o reinado de Vitória.

Mais tarde, a grandeza moral do Mahatma Gandhi, com a sua misericordiosa não violência, libertou-a, restituindo-a aos seus primitivos filhos. Nada obstante, após o seu assassinato, a Índia continuou e permanece até hoje vítima do terrorismo político e religioso desenfreado, sem a bênção da paz, a dileta filha do amor.

Somente quando o amor instalar-se no coração do ser humano é que o terrorismo perverso desaparecerá e os cidadãos de todas as pátrias e de todas as confissões religiosas se permitirão a vera liberdade de pensamento, de palavra e de ação.

Com efeito, esse sublime sentimento não usará da glória da liberdade para denegrir ou punir pelo ridículo, porque respeitará todos os direitos que a Vida concede àqueles que gera e mantém.

Para que esse momento seja atingido, faz-se urgente que todos, mulheres e homens de bem, religiosos ou não, mantenham-se em harmonia, respeitem-se mutuamente e contribuam uns para a plenitude dos outros.

Infelizmente, porém, na atualidade, em que predominam o individualismo, o consumismo, o exibicionismo, espúrios descendentes do egoísmo, facções terroristas degeneradas disseminarão na Terra o crime e o pavor, até que seus comandantes e comandados sejam todos exilados para mundos inferiores, compatíveis com o seu estágio de evolução.

Merece, igualmente, neste grave momento, recordar a frase de Jesus: Eu venci o mundo! (João, 16:33)

Todos desejam, por ignorância, vencer no mundo.

Ele não foi um vitorioso no cenário enganoso do mundo, mas o triunfador sobre todas as suas ainda perversas injunções.

O terrorismo passará como todas as vitórias da mentira, das paixões inferiores e da violência, porque só o amor é portador de perenidade. 

Vianna de Carvalho

Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica da noite de 7 de janeiro de 2015 (quando ocorreu o ataque terrorista em Paris), no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia

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