Nota

A Doutrina Espírita nos convida ao estudo; mas alerta-nos que sem Obras nunca seremos verdadeiramente ESPÍRITAS.

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domingo, 29 de maio de 2011

SIGNIFICADO DA VIDA


Você já se perguntou qual o significado da sua vida? Para que você vive, trabalha, corre tanto, educa filhos, estuda, e tantas outras coisas?

Muitos de nós pouco paramos para pensar nessas coisas. Ou por falta de hábito ou por imaginar que não vale a pena parar para pensar nessas questões, e apenas vamos seguindo.

Seguimos buscando saciar necessidades básicas, preocupados com o comer, o dormir, o sustento próprio e o sustento dos seus, como se cada vida tivesse apenas um significado fisiológico e nada mais.

Vivendo assim, qual a diferença que haverá entre nossa vida e a vida dos irracionais?

Eles também se preocupam com essas questões.

A vida é valiosa demais para se restringir somente ao que diz respeito ao corpo, às necessidades do corpo ou aos prazeres a ele vinculados.

Como temos uma natureza espiritual, há a necessidade de se buscar um significado para a vida, que diga respeito também às questões da alma.

Não somos feitos somente de um corpo físico. Habitamos um corpo físico a fim de levar a cabo nossa experiência terrena.

Nossa alma preexistia antes do nosso corpo ser formado no ventre materno, assim como continuará a existir após o processo da morte desse corpo.

Assim, durante esse período em que estamos aqui em nosso planeta, vivenciando mais uma vez a experiência de estarmos reencarnados, não podemos esquecer nossa essência, sob pena de imputarmos, a nós mesmos, dificuldades maiores.

Quando os momentos de decisões graves na vida se fizerem, quando os dias de desafios chegarem, antes de optar por algum caminho, antes de definir ações, levemos em consideração as coisas da alma.

Jamais pautemos nossa vida somente pelas coisas que brilham aos olhos, esquecendo das que falam à alma.

Em um mundo onde as preocupações do ter muitas vezes são maiores do que as do ser, é necessário refletir qual efetivamente é o significado de estar vivendo, de estar reencarnado.

Jesus nos alerta a respeito, recomendando não nos preocuparmos com juntar tesouros que a ferrugem corrói, ladrões levam ou traças comem mas, sim, buscar tesouros que possamos guardar na intimidade do coração.

* * *

Quais os valores que elegemos para nossa vida?

A resposta a essa pergunta dirá qual o significado que damos a ela.

É sabedoria pautar a vida com a ponderação de quem sabe que está no mundo, porém a ele não pertence, posto que a morte nos levará de retorno à verdadeira pátria, o mundo espiritual.

Desta forma, vigiemos as fontes do nosso coração, para que lá possamos encontrar valores e estruturas para alimentar e cuidar não somente do corpo físico, mas sobretudo da alma, fonte verdadeira da vida.

Redação do Momento Espírita.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

EDUCAÇÃO DO ESPÍRITO – Walter Oliveira Alves



Educação do Espírito

Walter Oliveira Alves


Todos são unânimes em afirmar a importância da educação. No entanto, o momento evolutivo que vivemos requer uma avaliação cuidadosa sobre o nosso sistema educacional e uma definição real do que seja educação.

Os sistemas educacionais, em quase todo o planeta, possui o mesmo modelo de formar um ser humano para obter sucesso na vida, ter um bom emprego, obter conforto e segurança, tornar-se uma pessoa importante, etc.

Parece tudo muito bom, mas então por que ainda existem crimes bárbaros, traficantes e usuários de drogas, tráfico de seres humanos e todo tipo de violência física e moral? O porquê das guerras que ainda persistem neste limiar do terceiro milênio? Por que o aumento das doenças físicas e, principalmente, mentais?

Qual o valor da capacidade técnica e industrial, se a utilizamos para nos destruirmos mutuamente? Somos educados para várias profissões dentro de um sistema que se funda na exploração, na concorrência, na disputa e no medo. Somos educados para lutarmos em nosso próprio interesse. Sem dúvida, isso criará dentro de cada indivíduo uma barreira psicológica que o separa e o mantém isolado dos outros.

E se o homem consegue a estabilidade, encontrará um cantinho sossegado, onde possa viver com o mínimo de conflito possível. Essa educação induz o indivíduo a adaptar-se a um padrão, eliminando a possibilidade de compreender a si mesmo e de desenvolver o imenso potencial que ele, como ser humano, possui.

Alguém poderia alegar que, contudo, a educação atual prima pela eficiência. No entanto, essa é a eficiência da ambição, que, sem o amor, gera a indiferença pelo outro ou, pior que isso, gera a crueldade e a guerra.

Nosso progresso tecnológico das últimas décadas é fantástico. A educação tecnicista tem produzido cientistas, engenheiros, médicos e conquistadores do espaço, mas não oferece uma visão global da vida e nem o conhecimento de si mesmo.

O especialista vive num só nível, sem perceber o processo global da vida. O homem que aprendeu a dividir o átomo não sabe "dividir a si mesmo" e ainda não aprendeu a amar.

A verdadeira educação, sem descurar da técnica, deve levar o homem a sentir o processo integral da vida e a descobrir o "porquê da vida".

A inteligência sem amor torna o homem egoista e até perverso. Até a justiça, sem amor, se torna implacável e pode se tornar vingança. A inteligência deve, pois, nascer do amor e não da astúcia e do egoísmo.

Além de tudo, podemos tirar diplomas e sermos mecanicamente eficientes em determinadas áreas sem sermos inteligentes. Inteligência não é mera cultura intelectual, nem conhecimento acumulado e nem se consegue com exames e diplomas.

A verdadeira inteligência é sabedoria, é capacidade de realização e, principalmente, capacidade de perceber o essencial, os reais valores da alma. A verdadeira educação nos ajuda a descobrir valores perenes, para não nos apegarmos a fórmulas, repetir slogans pré-fabricados e pensar dentro de uma rotina criada por interesses escusos.

A educação não deve estimular o indivíduo a adaptar-se a uma sociedade simplesmente, mas ajudá-lo a descobrir novos e verdadeiros valores que surgem com a investigação e não repetir conhecimentos anteriores. Tudo no Universo é dinâmico e caminha para a frente e para cima. Tudo evolui, melhora, progride.

A educação esta intimamente ligada à atual crise mundial, a esse caos universal que vemos atualmente. O educador sincero deve perguntar a si mesmo como despertar a inteligência e o sentimento do estudante para que as gerações futuras não produzam os mesmos conflitos e desastres.

Como criar um ambiente adequado ao desenvolvimento da inteligência, mas também do amor e da bondade, para que a criança, atingindo a madureza, seja capaz de atender aos graves problemas que a vida lhe oferecer? E, com certeza, vai oferecer problemas gravíssimos, como herança das gerações anteriores.

A educação atual não favorece a compreensão das tendências internas e das influências ambientais que condicionam a mente e o coração. Não oferece meios de romper esses condicionamentos para realmente "produzir" o homem integral e integrado no todo universal.

Somente a educação no seu aspecto amplo e espiritual nos ajuda a compreender o significado da vida e, principalmente, a conhecer a si mesmo.

O CONHECIMENTO DE SI MESMO

O autoconhecimento, não superficial, mas de forma profunda e integral, implica no domínio de si mesmo e na capacidade de auto-análise e direcionamento da energia mental para os canais superiores da vida.

Somente o autoconhecimento pode gerar a humildade por nos oferecer uma visão real de nós mesmos. Não havendo autoconhecimento, a expressão individual pode se transformar em arrogância, fortalecendo o egoísmo e o orgulho naqueles que se acreditam sábios ou "donos da verdade". De outro lado, a ignorância de si mesmo pode gerar a falta de confiança em si, a depreciação de seus valores interiores e até mesmo a perda do amor-próprio e a perversão. São os dois extremos do pêndulo da ignorância.

A confusão e o caos existente atualmente no mundo surgiu porque o indivíduo não foi educado para compreender a si mesmo e perceber os valores perenes da vida.

A verdadeira educação deve ajudar cada um individualmente a compreender as ilusões que ele próprio criou e torná-lo consciente das influências condicionantes que o cercam, limitando sua mente e lançando-o nas oscilações pendulares da ignorância de si mesmo.

A Doutrina Espírita nos apresenta um significado mais alto e mais profundo para a vida. Somos Espíritos imortais, filhos de Deus e dotados do germe da perfeição, da essência Divina e nosso objetivo é evoluir, num constante "vir a ser", rumo à perfeição.

O objetivo da vida não se restringe à Terra, mas à vida cósmica. Somos cidadãos do Universo. A vida continua além, muito além do aspecto biológico, extuando em plenitude pelo Universo.

A verdadeira educação auxilia o desenvolvimento das capacidades interiores, do imenso potencial do Espírito imortal que somos todos nós.

*

Além do reconhecimento de que somos Espíritos imortais, filhos de Deus, dotados do germe da perfeição, a Doutrina Espírita nos revela que vivemos muitas vidas, num processo evolutivo que se transcorreu em milênios anteriores.

Temos, pois, além de um futuro glorioso, um passado de experiências das mais diversas, que corresponde ao nosso inconsciente profundo.

A nossa mente, pois, é um campo de ação de várias forças, de naturezas elevadas e inferiores. Às vezes, os instintos que trazemos ainda de existências anteriores e as qualidades elevadas já conquistadas se entrechocam dentro de nossa própria mente, provocando conflitos interiores.

Muitas vezes, vivemos o "passado", vivenciando sensações antigas, que retornam, atendendo aos estímulos do meio. Muitos se entregam às mesmas paixões e até viciações antigas, ficando praticamente governados pelas forças cegas dessas paixões. Apegam-se a determinadas sensações de natureza inferior e não conseguem se libertar delas, estacionando temporariamente na escalada evolutiva.

A satisfação sensorial intensifica o impulso e gera, ao contrário do esperado, uma insatisfação psicológica, pois a alma foi criada para evoluir, avançar, progredir e, daí, surgem os tremendos conflitos mentais que perturbam nosso estado mental. O objetivo da vida é, acima de tudo, o desenvolvimento das faculdades superiores da alma.

Sem dúvida, é mais fácil entregar-se a impulsos que já existem dentro de nós. Corresponde à "porta larga" do evangelho.

O trabalho de construção mental, nos níveis superiores da mente, corresponde à "porta estreita" pois exige esforço próprio.

Mas se conseguirmos sintonizar a nossa mente com o mundo espiritual superior, podemos nos transportar ao estado mais sutil das vibrações que trazem saúde, paz, harmonia e felicidade.

Sempre que pensamos, manipulamos energia mental. Se o nosso pensamento está baseado nos aspectos superiores da vida, então a energia estará bem concentrada e conservada, sendo utilizada para as metas elevadas, dentro do ritmo evolutivo de cada um.

Quando é estimulado pelos impactos das sensações inferiores, então a energia mental é dissipada ou consumida pela luta interior ou conflitos interiores ao invés de ser utilizada na construção superior da própria mente.

Conduzir essa energia para os canais superiores da vida é nossa meta atual. Daí a importância de "conhecer a si mesmo", observar, analisar e estudar nosso próprio pensamento e as reações dele oriundas, sem ficarmos psicologicamente perturbados por ele.

Penetrar nas profundas sedimentações da mente, aquietando as emoções inferiores e reconduzindo nossa energia para os níveis superiores da vida espiritual, eis um dos grandes objetivos da educação.

A ENERGIA CRIADORA DA MENTE

A Doutrina Espírita, ao abrir a cortina do mundo espiritual, nos revela uma visão panorâmica da vida, até então desconhecida pela maioria dos homens: Somos essencialmente Espíritos, filhos de Deus, o Criador e, portanto, temos em nós a capacidade de criar ou produzir energia criadora que é a própria energia mental.

Sabemos que "o cérebro é o dínamo que produz a energia mental…" (Emmanuel), mas também sabemos, por André Luiz (diversas obras) que o cérebro é o órgão de que o Espírito se vale para se manifestar. É o Espírito quem pensa, sente e age, por intermédio do corpo físico.

Mas a produção, a qualidade e a intensidade dessa energia mental depende das potências do Espírito. Mas, quais são essas potências?

AS POTÊNCIAS DO ESPÍRITO

Léon Denis e outros autores nos afirmam que são três as potências da Alma: o amor, a inteligência e a vontade.

Amigos espirituais nos informam que o conhecimento (ou aspecto cognitivo) possui um aspecto estrutural e, como edifício do conhecimento, precisa ser construído tijolo por tijolo. Corresponde ao aspecto quantitativo da energia mental, o quanto o indivíduo sabe ou a abrangência de sua capacidade intelectual. Define a capacidade de entendimento e compreensão dos fatos, a sua "maneira de ver" o mundo.

O sentimento (ou aspecto afetivo) é energético e representa a qualidade da energia mental – sentimentos bons ou negativos.

A vontade (ou aspecto volitivo) é energia ativa e representa a força que direciona a ação e define a intensidade dessa energia.

Para que a energia mental se produza, depende das estruturas mentais, ou do aspecto cognitivo, que corresponde ao aspecto quantitativo ou abrangência do intelecto. A qualidade, boa ou má, depende do aspecto afetivo, e a intensidade ou poder de penetração, depende do aspecto volitivo.

O Espírito se manifesta no mundo, físico e espiritual, através da inteligência, do sentimento e da vontade.

Tudo o que pensamos, sentimos e fazemos depende desses aspectos de nossa energia mental, energia criada pela nossa mente, mas também, energia criadora, causal. Utilizamos nossa mente para construir ou ampliar as possibilidades da própria mente, ou seja, de nós mesmos.

A educação do Espírito não pode, pois, descuidar de nenhum dos aspectos (cognitivo, afetivo e volitivo), pois deles dependem a produção, qualidade e intensidade dessa energia mental e, portanto, da amplitude da própria mente.

O desenvolvimento da inteligência e do conhecimento (aspecto cognitivo), através do conteúdo da "verdade universal" que a Doutrina Espírita nos apresenta, amplia as possibilidade do pensamento, melhorando o entendimento e a compreensão de si mesmo e das Leis que regem os mundos e os seres, propiciando uma mudança da atitude mental do indivíduo, desbloqueando as amarras mentais que ele próprio criou.

"Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará", afirmou Jesus.

O desenvolvimento do sentimento, em especial do sentimento de amor, ampliará consideravelmente o padrão vibratório do indivíduo, levando-o, cada vez mais, a sintonizar com as vibrações superiores que pululam no Universo de Deus em seu mais elevado sentido.

O desenvolvimento da vontade amplia a intensidade da ação mental, o poder de penetração em outras mentes, ou poder de indução, mas também a persistência na realização dos objetivos que define para si mesmo.

Hitler e Mussolini possuíam uma energia mental de grande intensidade (aspecto volitivo), com poder de indução nas mentes que com ele sintonizavam. Possuíam também, ao que tudo indica, o aspecto cognitivo bastante desenvolvido, mas o aspecto afetivo terrivelmente empobrecido.

Gandhi e Luther King também possuíam o aspecto volitivo muito desenvolvido, mas também o aspecto cognitivo e afetivo. A diferença entre eles é enorme.

Madre Tereza de Calcutá, Francisco de Assis são exemplos de um grande desenvolvimento afetivo, um amor imenso que se revelava em todos os seus atos, deixando transparecer as qualidades superiores de suas almas, em todos os aspectos.

O Espírito, filho de Deus, foi criado para a plena autonomia intelectual e moral. Mas somente logrará alcançar esse estágio através do desenvolvimento e equilíbrio entre todos os aspectos que interagem dentro de si mesmo. O maravilhoso em tudo isso é que as potências do Espírito, uma vez desenvolvidas, jamais retrocedem. A escalada evolutiva é um devir constante, rumo à perfeição.

A Doutrina Espírita, pois, inaugura um novo paradigma que nos conduzirá a uma nova etapa evolutiva, que os próprios Espíritos denominam de Era do Espírito.

Fonte: http://temporecord.wordpress.com/2011/05/18/educacao-do-espirito-walter-oliveira-alves/


Educação do Espírito

Introdução à Pedagogia Espírita

Walter Oliveira Alves

terça-feira, 17 de maio de 2011

SONO E SONHOS



É no momento do sono que nosso espírito se desprende do corpo físico, permanecendo liga o por um cordão fluídico, e assume suas capacidades espirituais.

Como está descrito no Evangelho Segundo o Espiritismo, "o sono foi dado ao homem para a reposição das forças orgânicas e morais. Enquanto o corpo recupera as energia que perdeu pela atividade no dia anterior, o espírito vai se fortalecer entre outros espíritos".Por isso a importância de termos uma conduta moral aplicada, com as companhias, leituras e músicas. Nossas companhias do dia serão as da noite, ou seja, o nosso pensamento vai atrair espíritos encarnados ou desencarnados que tenham a mesma sintonia que a nossa.
Há diversos estudos sobre os sonhos na parapsicologia, tentando desvendar esse enigma que nos afeta sempre que acordamos na intenção de decifrarmos algo que às vezes é um sinal, outras vezes não passa de meras imagens sem significado. Antigamente, os sonhos eram considerados visões proféticas e reveladoras do futuro, onde homens entravam em contato com deuses e demônios. Muitas vezes, suas interpretações ligavam-se a superstições, numerologia, crendices, astrologia, entre outros.
Ainda hoje, pessoas aproveitam da ignorância dos homens sobre o assunto e ganham dinheiro fácil na interpretação dos sonhos de quem as procura com o intuito de decifrá-los. Assim, tornam-se vulneráveis nas mãos de gente insensata ou espíritos zombeteiros, levianos e obsessores.
É através dos sonhos que temos contato com amigos, parentes, instrutores e desafetos. Dessa forma, precisamos aproveitar o máximo para podermos ser esclarecidos sobre as dificuldades que estamos passando. É através dessa conversa que teremos com esses espíritos afins que poderemos, no dia seguinte, estarmos aptos a tomar decisões mais precisas. Mesmo não lembrando do sonho na maioria das vezes, através de uma visão, uma frase ou uma conversa, podemos lembrar de algo que nos foi elucidado durante o sonho e, assim, podermos tomar a decisão correta.

OS TIPOS DE SONHOS

Martins Peralva, em seu livro Estudando a Mediunidade, capítulo XVII, descreve que há três tipos de sonhos: comuns, reflexivos e espíritas. Conforme o livro citado, os sonhos comuns são "aqueles em que nosso espírito, desligando-se parcialmente do corpo, vê-se envolvido e dominado pela onda de imagens e pensamentos seus e do mundo exterior, uma vez que vivemos num misterioso turbilhão das mais desencontradas idéias". Como sonhos reflexivos "categorizamos aqueles em que a alma, abandonando o corpo físico, registra as impressões e imagens arquivadas no subconsciente e plasmadas na organização perispiritual". Já nos sonhos espíritas, "a alma, desprendida do corpo, exerce atividade real e afetiva, facultando meios de nos encontrarmos com parentes, amigos, instrutores e, também, com nossos inimigos, desta e de outras vidas". O autor destaca ainda que "não podia o Espiritismo fugir a esse imperativo, eis que as manifestações oníricas têm acentuada importância em nossa vida de relação, uma vez que os chamados ´sonhos espíritas´ resultam, via de regra, das nossas próprias disposições, exercidas e cultivadas no estado de vigília".
Nestas duas imagens podemos ver o períspírito desligado do corpo e sendo cercado por entidades inferiores que são repelidas pelo estado vibracional do desdobrado, sendo que em uma delas há ajuda de um espírito protetor. Percebe-se o desdobramento através do cordão de prata do encarnado.















Nesta 3ª imagem o encarnado, em desdobramento, está auxiliando um espírito desencarnado (ausência do cordão de prata) encontrado em seu quarto no momento do desligamento do perispírito do corpo físico.


No livro Nova Ordem de Jesus, ditado pelo apóstolo Thomé e psicografado por Diamantino Coelho Fernandes, é dito a todo instante a importância de, ao deitarmos, orarmos e meditarmos. São citados no livro reuniões da espiritualidade, em especial de Jesus, pelas quais, através do sonho, Ele mantém reuniões constantes com vários dirigentes terrenos responsáveis pelo governo de várias nações, com a intenção deles se entenderem espiritualmente e, posteriormente, acertarem os passos para a manutenção da paz, consolidando a harmonia entre os povos terrenos para que o planeta ingressasse no próximo século com suas populações em absoluto regime de paz e tranqüilidade.

O sono deve ser tranqüilo e, por isso, devemos fazer a oração com o coração e não aquela mecânica. A meditação serve para fazermos uma auto-análise do nosso dia-a-dia, mas sem nos punirmos de algo que efetuamos erroneamente, pois, dessa forma, estaremos nos martirizando e essa não é a intenção.


VIAGEM FORA DO CORPO



Se soubermos aproveitar nosso sono, podemos fazer coisas incríveis, como trabalhar e estudar. Na edição n° 11 da Revista Cristã de Espiritismo, Reynaldo Leite disse em sua entrevista: "nas poucas horas que durmo, meu corpo fica repousando e vou para o mundo espiritual, estou fazendo cursos". Quando foi indagado se recordava nitidamente das passagens desses cursos, ele respondeu: "Muita coisa sim, outras ficam em meu subconsciente para que oportunamente, falando ao público, o meu espírito possa buscar melhores explicações".

É claro que o aproveitamento desses momentos depende da evolução e interesse de cada um. Em Missionários da Luz, André Luiz narra o exemplo de uma escola no plano espiritual onde havia cerca de 300 alunos encarnados matriculados, mas com um comparecimento constante de apenas 32 deles. Informa que a lembrança do aprendizado variava de alma para alma e de acordo com o estado evolutivo que lhe é próprio.

Em O Livro dos Médiuns, Allan Kardec destaca o seguinte sobre os sonhos: "As mais comuns manifestações aparentes ocorrem no sono, pelos sonhos: são as visões. Não pode entrar em nosso plano examinar todas as particularidades que os sonhos podem apresentar. Resumimo-nos dizendo que eles podem ser: uma visão atual de coisas presentes ou ausentes; uma visão retrospectiva do passado e, em alguns casos excepcionais, um pressentimento do futuro".

Até mesmo para evitar o aborto o sono tem um papel importante, pois é através dele que os futuros pais são levados ao Departamento da Reencarnação, onde é elucidado que o compromisso reencarnatório deve ser cumprido. Nesses encontros, o espírito reencarnante é apresentado e, muitas vezes, é conhecido de outras vidas. Luiz Sérgio descreve muito bem esse assunto no livro Deixe-me Viver. Como temos o livre arbítrio, cabe a nós a decisão final de praticarmos ou não o aborto.

Na figura: Uma projeção auxiliadoa por um espírito protetor.

Como sabemos, o homem dorme aproximadamente um terço de sua vida terrena. Por isto, devemos nos esforçar para dormir bem, aproveitando esses momentos sublimes para termos contato com espíritos afins, podermos trocar idéias, visitar-s mos outras esferas, estudarmos e trabalharmos. Não devemos esquecer jamais da importância da oração e meditação ao deitarmos, para termos um sono tranqüilo.Gostaria de terminar com uma oração do Evangelho Segundo o Espiritismo: "Minha alma vai se encontrar por instantes com outros espíritos. Que aqueles que são bons venham me ajudar com seus conselhos. Meu anjo guardião, fazei com que, ao despertar, eu conserve uma durável e salutar impressão desse convívio".


LIVRO DOS ESPÍRITOS

CAPÍTULO VIII - EMANCIPAÇÃO DA ALMA
I O SONO E OS SONHOS

400. O Espírito encarnado permanece voluntariamente no envoltório corporal?

É como perguntar se o prisioneiro está satisfeito sob as chaves. O Espírito encarnado aspira incessantemente à libertação, e quanto mais grosseiro é o envoltório, mais deseja ver-se desembaraçado.

401. Durante o sono, a alma repousa como o corpo?

Não, o Espírito jamais fica inativo. Durante o sono, os liames que o unem ao corpo se afrouxam e o corpo não necessita do Espírito. Então ele percorre o espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos.

402. Como podemos avaliar a liberdade do Espírito durante o sono?

Pelos sonhos. Sabeis que, quando o corpo repousa, o Espírito dispõe de mais faculdades que no estado de vigília. Tem a lembrança do passado e às vezes a previsão do futuro; adquire mais poder e pode entrar em comunicação com os outros Espíritos, seja deste mundo, seja de outro. Freqüentemente dizes: "Tive um sonho bizarro, um sonho horrível, mas que não tem nenhuma verossimilhança". Enganas-te. É quase sempre uma lembrança de lugares e de coisas que viste ou que verás numa outra existência ou em outra ocasião. O corpo estando adormecido, o Espírito trata de quebrar as suas cadeias para investigar no passado ou no futuro.

Pobres homens, que conheceis tão pouco dos mais ordinários fenômenos da vida! Acreditais ser muito sábios, e as coisas mais vulgares vos embaraçam. A esta pergunta de todas as crianças: "O que é que fazemos quando dormimos; o que são os sonhos?" ficais sem resposta.

O sono liberta parcialmente a alma do corpo. Quando o homem dorme, momentaneamente se encontra no estado em que estará de maneira permanente após a morte. Os Espíritos que logo se desprendem da matéria, ao morrerem, tiveram sonhos inteligentes. Esses Espíritos, quando dormem, procuram a sociedade dos que lhes são superiores: viajam, conversam e se instruem com eles; trabalham mesmo em obras que encontram concluídas, ao morrer. Destes fatos deveis aprender, uma vez mais, a não ter medo da morte, pois morreis todos os dias, segundo a expressão de um santo.

Isto, para os Espíritos elevados; pois a massa dos homens que, com a morte, devem permanecer longas horas nessa perturbação, nessa incerteza de que vos têm falado, vão, seja a mundos inferiores à Terra, onde antigas afeições os chamam, seja à procura de prazeres talvez ainda mais baixos do que possuíam aqui; vão beber doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis, mais nocivas do que as que professavam entre vós. E o que engendra a simpatia na Terra não é outra coisa senão o fato de nos sentirmos, ao acordar, ligados pelo coração àqueles com quem acabamos de passar oito ou nove horas de felicidade ou de prazer. O que explica também as antipatias invencíveis é que sentimos, no fundo do coração, que essas pessoas têm uma consciência diversa da nossa, porque as conhecemos sem jamais as ter visto. É ainda o que explica a indiferença, pois não procuramos fazer novos amigos quando sabemos ter os que nos amam e nos querem. Numa palavra: o sono influi mais do que pensais, sobre a vossa vida.

Por efeito do sono, os Espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos Espíritos, e é isso o que faz que os Espíritos superiores consintam, sem muita repulsa, em encarnar-se entre vós. Deus quis que, durante o seu contato com o vício, pudessem eles retemperar-se na fonte do bem, para não falirem, eles que vinham instruir os outros. O sono é a porta que Deus lhes abriu para o contato com os seus amigos do céu; é o recreio após o trabalho, enquanto esperam o grande livramento, a libertação final, que deve restituí-los ao seu verdadeiro meio.

O sonho é a lembrança do que o vosso Espírito viu durante o sono; mas observai que nem sempre sonhais, porque nem sempre vos lembrais daquilo que vistes, ou de tudo o que vistes. Isso porque não tendes a vossa alma em todo o seu desenvolvimento; freqüentemente não vos resta mais do que a lembrança da perturbação que acompanha a vossa partida e a vossa volta, a que se junta a lembrança do que fizestes ou do que vos preocupa no estado de vigília. Sem isto, como explicaríeis esses sonhos absurdos, a que estão sujeitos tanto os mais sábios quanto os mais simples? Os maus Espíritos também se servem dos sonhos para atormentar as almas fracas e pusilânimes.

De resto, vereis dentro em pouco desenvolver-se uma outra espécie de sonhos; uma espécie tão antiga como a que conheceis, mas que ignorais. O sonho de Joana, o sonho de Jacó, o sonho dos profetas judeus e de alguns adivinhos indianos: esse sonho é a lembrança da alma inteiramente liberta do corpo, a recordação dessa segunda vida de que há pouco eu vos falava.

Procurai distinguir bem essas duas espécies de sonhos, entre aqueles de que vos lembrardes; sem isso, cairíeis em contradições e em erros que seriam funestos para a vossa fé.

Os sonhos são o produto da emancipação da alma, que se torna mais independente pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí uma espécie de clarividência indefinida, que se estende aos lugares, os mais distantes ou que jamais se viu, e algumas vezes mesmo a outros mundos. Daí também a lembrança que retraça na memória os acontecimentos verificados na existência presente ou nas existências anteriores. A extravagância das imagens referentes ao que se passa ou se passou em mundos desconhecidos, entremeadas de coisas do mundo atual, formam esses conjuntos bizarros e confusos que parecem não ter nem senso, nem nexo.

A incoerência dos sonhos ainda se explica pelas lacunas decorrentes da lembrança incompleta do que nos apareceu no sonho. Tal como um relato ao qual se tivessem truncado frases ou partes de frases ao acaso: os fragmentos restantes, sendo reunidos, perderiam toda significação racional.

403. Por que não nos recordamos sempre dos sonhos?

Nisso que chamas sono só tens o repouso do corpo, porque o Espírito está sempre em movimento. No sono, ele recobra um pouco de sua liberdade e se comunica com os que lhe são caros, seja neste ou em outros mundos. Mas, como o corpo é de matéria pesada e grosseira, dificilmente conserva as impressões recebidas pelo Espírito, mesmo porque o Espírito não as percebeu pelos órgãos do corpo.

404. Que pensar da significação atribuída aos sonhos?

Os sonhos não são verdadeiros, como entendem os ledores da sorte, pelo que é absurdo admitir que sonhar com uma coisa anuncia outra. Eles são verdadeiros no sentido de apresentarem imagens reais para o Espírito mas que, freqüentemente, não têm relação com o que se passa na vida corpórea. Muitas vezes ainda, como já dissemos, são uma recordação. Podem ser, enfim, algumas vezes, um pressentimento do futuro, se Deus o permite, ou a visão do que se passa no momento em outro lugar, a que a alma se transporta. Não tendes numerosos exemplos de pessoas que aparecem em sonhos para advertir parentes e amigos do que lhes está acontecendo? O que são essas aparições, senão a alma ou o Espírito dessas pessoas que se comunicam com a vossa? Quando adquiris a certeza de que aquilo que vistes realmente aconteceu, não é isso uma prova de que a imaginação nada tem com o fato, sobretudo se o ocorrido absolutamente não estava no vosso pensamento durante a vigília?

405. Freqüentemente se vêem em sonhos coisas que parecem pressentimentos e que não se cumprem; de onde vêm elas?

Podem cumprir-se para o Espírito, se não se cumprem para o corpo. Quer dizer que o Espírito vê aquilo que deseja, porque vai procurá-lo. Não se deve esquecer que, durante o sono, a alma está sempre mais ou menos sob a influência da matéria, e por conseguinte não se afasta jamais completamente das idéias. Disso resulta que as preocupações da vigília podem dar, àquilo que se vê, a aparência do que se deseja ou do que se teme. A isso é que realmente se pode chamar um efeito da imaginação. Quando se está fortemente preocupado com uma idéia, liga-se a ela tudo o que se vê.

406. Quando vemos em sonho pessoas vivas, que conhecemos perfeitamente, praticarem atos em que absolutamente não pensam, não é isso um efeito de pura imaginação?-- Em que absolutamente não pensam?

Como o sabes? Seus Espíritos podem visitar o teu, como o teu pode visitar os deles, e nem sempre sabes o que pensam. Além disso, freqüentemente aplicais, a pessoas que conheceis, e segundo os vossos desejos, aquilo que se passou ou se passa em outras existências.

407. É necessário o sono completo, para a emancipação do Espírito?

Não. O Espírito recobra a sua liberdade quando os sentidos se entorpecem; ele aproveita, para se emancipar, todos os instantes de descanso que o corpo lhe oferece. Desde que haja prostração das forças vitais, o Espírito se desprende, e quanto mais fraco estiver o corpo, mais o Espírito estará livre.

É assim que o cochilar, ou um simples entorpecimento dos sentidos, apresenta muitas vezes as mesmas imagens do sonho.

Imagens retiradas do site: http://viagemastral.com/

Fonte: http://geal-ba.blogspot.com/2007/07/sono-e-sonhos-marco-tlio-michalick-no.html

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