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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O DESTINO




Destino e livre-arbítrio sempre coexistem nas atividades humanas.

O Criador Infalível estabelece a Vida Universal. O homem falível traça os roteiros da vida que lhe é própria.

O Pai organiza as leis eternas. O filho vale-se das experiências.

Não há fatalidade para o mal e sim destinação para o bem. É por isso que a todas as criaturas foi concedida a bênção da razão, como luz consciencial no caminho.

Se o Senhor Supremo estatui diretrizes e recomenda aos homens a execução dos princípios formulados, o homem é compelido a cooperar em sua obra divina.

De desobediência da alma aos supremos desígnios procedem as desarmonias no serviço universal. E quanto maior a expressão de entendimento no espírito rebelde, mais agravo da responsabilidade caracteriza a intervenção indébita do colaborador humano que abusa da magnanimidade das Leis Divinas. Quanto maior a capacidade do discernimento, mais vasto o débito.

Que a alma encarnada, pois, compreenda o trnscendentalismo das divinas concessões e desmpenhe os deveres que lhe competem no caminho diário. Ninguém fugirá ao doloroso trabalho individual de recomposição dos elos quebrados na corrente da universal harmonia.

Cada devedor será defrontado pela própria dívida, agora ou mais tarde, atentos à realidade de quem nem todas as sementes produzem frutos dentro de alguns dias ou de algumas semanas. Se os minúsculos grãos de vida dos legumes oferecem resultados em alguns dias, plantas existem que só fornecem a multiplicação de valores no curso de longos anos. Assim, nossos atos e compromissos. Nem todos proporcionam efeito sem tempo breve. Daí a necessidade dos indivíduos e dos agrupamentos quanto à real observção da vigilância no círculo de sí mesmos.

O Pai concede a bênção da oportunidade. Mas ao filho encontra-se afeta a cooperação.

Há, portanto, leis que regem a vida e, conseqüentementte, destinação de homens e coletividades a essa ou àquela tarefa, a esse ou àquele trabalho nas edificações da experiência humana; entretanto, nesse campo, permanece o homem – colaborador de Deus – com a sua capacidade de execução e também de influenciação ou interferência.

Que todos nós, portanto, usando os sagrados dons da liberdade interior, colaboremos com o Pai no maior engrandecimento de sua obra, a fim de que, no esplendoroso amanhã do futuro, venhamos a integrar as fileiras dos servidores fiéis, a caminho da justa e real glorificação na Eternidade.

Site: Centro Espírita Seara dos Pobres
Pelo Espírito de: Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Fonte:  http://artigosespiritas.wordpress.com/

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

JUSTIÇA EM NÓS MESMOS


Transitam à margem da consciência com os centros da lucidez nublados, vivendo trágicos espetáculos íntimos que remontam ao passado.
Passam, na vida física, hibernados espiritualmente.
Auto-flagelam-se, apagados para a liberdade.
Estão hipnotizados.
As experiências vividas na Erraticidade imprimiram-se no perispírito vigorosamente, e renasceram sob o império coercitivo das evocações...
Apegam-se às idéias extravagantes que vibram nos centros mentais.
Em semi-transe, enovelam-se, cada dia, mais fortemente nos liames do próprio desequilíbrio.
Mumificam-se em espírito.
São dignos de compaixão.
Estão no lar, nas oficinas de trabalho, nas ruas, em toda parte.
Creram no poder da posse...
Vilipendiaram a justiça, zombando da verdade.
Viveram para si mesmos, esmagando esperanças alheias, trucidando alheias aspirações.
Dormiram, enquanto na carne, na inconsciência da verdade, empedernindo os sentimentos, enregelando o coração.
Renasceram prisioneiros de si mesmos, depois das aflições punitivas vividas antes do berço...
Há, por isso mesmo, mais hipnoses entre desencarnados e encarnados do que pensam, na Terra, os homens.
* * *
Disciplina o querer para conduzires com equilíbrio o que tens.
Corrige o ambicionar a fim de viveres longanimente o que possuis.
Respeita o direito alheio ante o próprio direito.
Medita na transitoriedade do carro carnal que te conduz, aplicando as regras da conduta reta na vida diária, tendo em mente que nada passa ignorado... à consciência individual, que representa a Consciência Divina em nós.
O patrimônio mental registra todos os seus atos, aspirações e cuidados. Enganarás, passando despercebido diante de todos e desnudo ante ti mesmo.
Acomoda o coração, harmoniza o pensamento, aceita a dificuldade, faze o bem que possas, disseminando otimismo e entusiasmo mesmo que chovam sobre a tua cabeça incompreensões e apupos.
Os vivos-mortos não te compreenderão; os hipnotizados não alcançarão teus esforços; os hibernados estarão mentalmente distantes; os atormentados demorarão aquém; os precipitados não darão tempo; muitos quererão esmagar-te na ânsia louca de prosseguir na busca de coisa nenhuma. Prossegue tu, com o espírito alentado, alentando, o coração amante, amando, vivo e atuante para a vida imortal, apesar das sombras e de tudo, banhado e revigorado intimamente pelo Sol do Amor Total.
* * *
Em "A Gênese", o abençoado Codificador informa que o renascimento na carne não significa "punição para o espírito" conforme pensam alguns, mas uma condição inerente à inferioridade do Espírito e um meio de ele progredir; no entanto, aqueles que recomeçam desde o berço sob o entorpecimento moral e mergulham no desalinho mais tarde, vitimados por hipnoses espirituais inferiores, estão sendo punidos pela própria consciência ligada aos débitos que seguem a alma como a "sombra acompanha o corpo" aonde vai.
Vive, pois, mentalmente com elevação e sabedoria, entesourando amor e bondade porquanto se o "reino de Deus", como apregoou Jesus "está dentro de nós" a manifestação da justiça como corretivo aos nossos crimes demora-se, igualmente, conosco e em nós mesmos.

Livro: Dimensões da Verdade
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

AS QUEIXAS




Dilui a queixa sistemática, que te torna uma pessoa de difícil convivência.
É muito desagradável a companhia que está sempre a reclamar, vendo defeitos em tudo e desejando que o mundo gire na sua órbita e de conformidade com a sua maneira de ver as coisas.
Não poderás modificar os outros, porém, deves empenhar-te para conseguir a própria transformação para melhor. Se tudo te desagrada e estás, costumeiramente, reclamando, cuidado, porquanto esta é uma atitude de quem está de mal com a vida e vive mal consigo mesmo.
É necessário que te toleres, aprendendo a ser tolerante com o próximo.

Livro: Vida Feliz 
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

NOSSOS ENTES QUERIDOS





Um ponto importante, nas relações afetivas: a nossa atitude para com os entes amados. Habitualmente, em nossa dedicação, somos tentados a escolher caminhos que supomos devam eles trilhar.

Inclinação esta mais do que justa, porquanto muito instintivamente desejamos para os outros alegrias semelhantes às nossas.

Urge considerar, entretanto, que Deus não dá cópias.

Dos pés à cabeça e de braço a braço, cada criatura é um mundo por si, gravitando para determinadas metas evolutivas, em órbitas diferentes.

À face disso, cada pessoa possui necessidades originais e tem o passo marcado em ritmo diverso.

A vida, como sucede à escola, é igual para todos nos valores do tempo; no entanto, cada aprendiz da experiência humana, qual ocorre no educandário, estagia provisoriamente em determinado caminho de lições.

*

Aquele companheiro terá tomado corpo na Terra a fim de casar-se e construir a família; outro, porém, ter-se-á incorporado no plano físico para a geração de obras espirituais com imperativos de serviço muito diferentes daqueles da procriação propriamente considerada.

*

Essa irmã terá nascido no mundo para a formação de filhos destinados à sustentação da vida planetária; aquela outra, todavia, terá vindo ao campo dos homens a fim de servir a causas generosas em regime de celibato.

*

Cada coração pulsa em faixa específica de interesses afetivos.

Cada pessoa se ajusta a certa função, compreendendo assim, sempre que a nossa ternura se proponha traçar caminhos para os entes amados, saibamos consagrar-lhes, em silêncio, respeitoso carinho, e, se quisermos auxiliá-los, oremos por eles, rogando à Sabedoria Divina os inspire e ilumine, de vez que só Deus sabe no íntimo de nós todos aquilo que mais convém ao burilamento e à felicidade de cada um.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Rumo Certo.

Ditado pelo Espírito Emmanuel.

5a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1991.

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