Nota

A Doutrina Espírita nos convida ao estudo; mas alerta-nos que sem Obras nunca seremos verdadeiramente ESPÍRITAS.

Seguidores

terça-feira, 22 de abril de 2014

QUANDO ME AMO


Quando me amo...
Acendo uma luz que clareia meus porões esquecidos,deixando para trás os erros e derrotas de tempos idos, e volto a respirar.
Quando me amo...
Aprendo a olhar para dentro, descobrindo-me em parte “potência”, em parte “possibilidade” – aquilo que já sou, aquilo que serei; onde já estou, onde quero estar.
Quando me amo...
Acolho-me feito mãe acolhe um filho ferido: dando colo, amparando o choro, aconselhando a refazer os caminhos. Não me engole a culpa; não me desestimula a derrota.
Quando me amo...
Cuido do corpo, como o lavrador cuida de sua enxada – instrumento preciso de trabalho e de vida adorada.
Cuido também da nutrição da alma: o que escolho assistir, o que escolho ler, pensar e dizer.
Quando me amo...
Vejo minh´alma como a escultura debaixo do mármore de Michelangelo, e entendo que a dor é cinzel que vai retirando um pouco aqui, um pouco lá, até que tudo se transforme em belo Davi.
Quando me amo...
Clareio também a tua face, pois toda luz não fica guardada, não há quem disfarce, um farol a reluzir sobre um monte erguido no ar.
Quando me amo...
Inspiro o teu autoamor, para que possas te amar e crescer, assim  como nova flor, que um dia foi broto, que um dia foi semente, que um dia foi sonho de florescer.
Quando me amo...
Amo-te com mais profundidade, pois conhecendo-me, conheço-te melhor também.
*   *   *
A proposta de Jesus em torno do amor é das mais belas psicoterapias que existe:
Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, numa trilogia harmônica.
Como ainda temos dificuldade em conceber o absoluto, para nos adequarmos à proposição crística, invertemos a ordem do mandamento, amando-nos de início, a fim de desenvolver as aptidões que dormem em latência e acumularmos valores iluminativos, ao longo dos dias.
Assim, nosso grande caminho de amor precisa começar com o autoamor, pois sem autoamar-se, o homem não consegue amar ao seu próximo e tão pouco amar o Criador.
Começamos a jornada dentro de nós, pois autoamor pede autoconhecimento, pede mergulho profundo para dentro de nós.
O autoconhecimento é o meio prático mais eficaz que temos para melhorar nesta vida e resistir à atração do mal.
E quem trabalha por sua melhora está se autoamando.
Cada movimento que fazemos no sentido de desenvolver nossas aptidões, e de acumular valores que nos façam pessoas melhores, é autoamor.
Naturalmente, esse amor a nós mesmos nos conduzirá ao nosso próximo.
Primeiro, porque o autoamor só se constrói e se vitaliza no encontro.
Segundo, porque quando temos uma cota de amor mais madura, mais consciente, conseguimos amar o outro melhor.
Nossas relações se harmonizam, nosso coração fica em paz, nossas angústias desaparecem.
*   *   *
Que possamos nos proporcionar mais momentos de autoencontro, com o objetivo de aprimorar nosso autoamor, que é a chave de todo nosso desenvolvimento no Universo.

Redação do Momento Espírita, com base no poema Quando me amo, de Andrey Cechelero e no cap. 13, item Amor de plenitude, do livro Amor, Imbatível Amor, de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL. Em 16.4.2014.

A Choir of Angels
https://www.youtube.com/watch?v=hOVdjxtnsH8

Sem comentários:

Enviar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...