Nota

A Doutrina Espírita nos convida ao estudo; mas alerta-nos que sem Obras nunca seremos verdadeiramente ESPÍRITAS.

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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

LIBERTAÇÃO DE CONSCIÊNCIA



    Não aguardemos que o aplauso do mundo coroe as nossas expectativas.

    Não esperemos que as alegrias nos adornem de louros ou que uma coroa de luz desça sobre a nossa cabeça, vestindo-nos de festa.

    Quem elegeu Jesus, não pode ignorar a cruz da renúncia.

    Quem O busca, não pode desdenhar a estrada áspera do Gólgota.

    Quem com Ele se afina, não pode esquecer que, Sol de primeira grandeza como é, desceu à sombra da noite, para ser o porto de segurança luminosa, no qual atracaremos a barca de nosso destino.

    Jesus é o nosso máximo ideal humano, Modelo e Guia seguro.

    Aquele que travou contato com a Sua palavra nunca mais O esquece.

    Quem com Ele se identifica, perdeu o direito à opção, porque a sua, passa a tornar-se a opção dEle, sem o que, a vida não tem sentido.

    * * *

    Não é esta a primeira vez que nos identificamos com o Seu verbo libertador.

    Abandoná-lo é infidelidade, que O troca pelos ouropéis e utopias do mundo, de breve duração.

    Não é esta a nossa experiência única no santuário da fé, que abraçamos desde a treva medieval, erguendo monumentos ao prazer, distantes da convivência com a dor.

    Voltamos à mesma grei, para podermos, com o Pensamento Divino vibrando em nós, lograr uma perfeita identificação.

    Lucigênitos, procedemos do Divino Foco, para o qual marchamos.

    Seja, pois, a nossa caminhada assinalada pelas pegadas de claridade na Terra, a fim de que, aquele que venha após os nossos passos, encontre as setas apontando o caminho.

    Jesus não nos prometeu os júbilos vazios dos tóxicos da ilusão. Não nos brindou com promessas vãs, que nos destacassem no cenário transitório da Terra. Antes, asseverou, que verteríamos o pranto que precede à plenitude, e teríamos a tristeza e a solidão que antecedem à glória solar.

    Não seja, pois, de surpreender que, muitas vezes, a dificuldade e o opróbrio, o problema e a solidão caracterizem a nossa marcha. Não seja de surpreender, portanto, que nos vejamos em solidão com Ele, já que as Suas, serão as mãos que nos enxugarão o pranto, enquanto nos dirá, suavemente: Aqui estou!

    Perseveremos juntos, cantando o hino da alegria plena na ação que liberta consciências, na atividade que nos irmana e no amor que nos felicita.

    Livro: Momentos Enriquecedores
    Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco

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